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Projetos, tecnologia, Porto Seco. As ideias para melhorar a mobilidade de Criciúma

No projeto de Eleições, a Som Maior levanta o debate de problemas da cidade com foco nas soluções
Denis Luciano/Marciano Bortolin Criciúma, SC, 20/08/2020 - 07:45Atualizado em 20/08/2020 - 09:31
Fotos: Luana Mazzuchello/4oito
Fotos: Luana Mazzuchello/4oito

A mobilidade é um desafio e está no discurso de grande parte dos postulantes ao cargo de gestor de Criciúma. Os transtornos são muitos e visíveis no trânsito da cidade no dia a dia. Dentro do projeto Eleições 2020, da Rádio Som Maior e do Portal 4oito, o tema foi debatido durante o Programa Adelor Lessa desta quinta-feira, 20. 

Na mesa, os engenheiros Édio Castanhel e Mauro Sônego, além do presidente do Setransc, Lorisvaldo Piucco. Projetos de melhorias dominaram a conversa. 

Passado que projeta o futuro

O engenheiro Édio Castanhel abriu o debate relembrando alguns fatos históricos que envolvem o tema. “A Avenida Centenário é da década de 1970. O Anel Viário, apesar de não estar terminado, começou no final da década de 1980 e ainda não terminamos. A Via Rápida, foi um alinhamento dos astros, pois foi feita em tempo recorde, mas da ideia inicial ate terminar foram 15 anos. A mobilidade é um fator quer todo mundo pretende melhorar. Não podemos ir no achismo”, falou.

Castanhel lembrou também que uma obra que está em andamento atualmente, o binário da Avenida Santos Dumont, levou 12 anos para sair do papel e da importância em se manter os projetos mesmo com a mudança de prefeitos. “Quando troca um prefeito, não pode engavetar o projeto. Fazer projetos com pessoas gabaritadas. Eu acredito em projetos. Importante não só para Criciúma, mas toda a região, cada real que se aplica em projeto, consegue entre R$ 50 e R$ 150. Colocando R$ 1 milhão em projeto, se consegue R$ 100 milhões para a obra. Para saber o que vai fazer, têm os técnicos. Primeiro vai fazer estudo de origem, destino, quantos carros passam. Tem que fazer desapropriação. São anos para elaborar o projeto. Quantos anos para conseguir um verba?”, enfatizou o engenheiro. 

Édio Castanhel apresentou as duas ideias

Viadutos não podem mais ser solução

Castanhel opinou ainda sobre os viadutos. “A Via Rápida têm 17 viadutos. Precisa 300 metros de rampa. Aqui (na área central), se fazer um viaduto, vai chegar ao terceiro, quarto andar dos prédios. Vai ter que começar a derrubar prédios. Precisamos pensar em soluções inteligentes.  Quando falo em projeto, a população tem que comprar a ideia. Se começa um projeto e a população não compra a ideia, uma pessoa vai no Ministério Público. Tem que fazer tudo com transparência”, citou.

O engenheiro Mauro Sônego, assim como Castanhel, lembrou que a maioria das obras da mobilidade urbana são antigas. “A Avenida Centenário, um marco histórico, começou quando Ruy Hülse era prefeito. Conhecendo a história, a gente sabe da evolução da cidade. Temos ideias, prospecções. No tempo do Altair (Guidi), foi implantado o anel viário central. Fazendo que o trânsito fosse um pouco mais diluído. A gente têm méritos. Fomos evoluindo. Têm projetos, da época do Décio (Góes), Eduardo (Moreira). A gente pode desenvolver estes projetos. Precisaríamos ter um diagnóstico”, relatou.

Sônego defende o uso da tecnologia na melhoria da mobilidade

Tecnologia como aliada

Para Sônego, a tecnologia deve ser uma grande aliada também na melhoria da mobilidade urbana. “Podemos fazer os terminais virtuais. Central semafórica, com a vinda do 5G, fica mais fácil. Controlar de forma inteligente o fluxo na área central. Tem que juntar as ideias, eleger as prioridades e elencar as prioridades. Tudo tem que ser organizado de forma única”, disse.

Outro fato enfatizado pelo engenheiro é a revisão do conceito de região. “A legislação prevê recursos para regiões metropolitanos, mas precisa atender algumas coisas. Até a legislação estadual nós precisamos adequar. É preciso pensar de forma regional. O planejamento tem que estar independente do gestor público., Tem que ser como, por exemplo, fez Maringá (PR), um trabalho voluntário. O prefeito assina e se compromete em seguir aquele plano. Nós precisamos disso aqui também”, pontuou.

Confira também:

Os caminhões no Centro. O problema continua

Os transtornos causados por veículos pesados no Centro

Porto Seco tiraria 90% dos veículos pesados da área central

A implantação do Porto Seco de Criciúma é uma luta iniciada na década de 1990 e que até agora não foi concluída. O presidente do Setransc, Lorisval Piucco, destacou os benefícios da obra. “Conseguiríamos tirar 90% dos caminhões da área central. Os caminhões daqui não vem, mas os de outros locais vêm, pois vêm descarregar em mercados e outros estabelecimentos. Deixariam de passar pelo centro, estragar a camada asfáltica e outras coisas. É prejuízo para o município. Prejudica a mobilidade, é grande, lento, mas ele abastece. O caminhão sempre foi visto como o patinho feio", pontuou.

Piucco e Setransc seguem na busca pelo término do Porto Seco

No áudio abaixo, você confere o debate na íntegra:

Acompanhe ao vivo:

08:52

Chega ao fim o debate que tratou dos desafios da mobilidade urbana em Criciúma. Ele faz parte do projeto das Eleições 2020 da Rádio Som Maior e do Portal 4oito.

08:51

“O planejamento tem que estar independente do gestor público., Tem que ser como, por exemplo, fez Maringá (PR), um trabalho voluntário. O prefeito assina e se compromete em seguir aquele plano. Nós precisamos disso aqui também”,. o exemplo dado por Mauro Sônego.

08:46

"Precisamos de uma solução melhor que a lombada física". aponta Castanhel.

08:43

“Duplicação da Luiz Rosso, do Anel Viário, teria que começar já”, opina Sônego.

08:42

"A Via Rápida tem 17 viadutos. Precisa 300 metros de rampa. Aqui (na área central), se fazer um viaduto, vai chegar ao terceiro, quatro andar dos prédios. Vai ter que começar a derrubar prédios. Precisamos pensar em soluções inteligentes", fala Castanhel sobre viadutos.

08:39

Mauro Sônego: "Temos que rever o nosso conceito de região. A legislação prevê recursos para regiões metropolitanos, mas precisa atender algumas coisas. Até a legislação estadual nós precisamos adequar. É preciso pensar de forma regional".

08:36

"Deixaria de passar pelo centro, estragar a camada asfáltica e outras coisas. É prejuízo para o município. Prejudica a mobilidade, é grande, lento, mas ele abastece", fala Piucco sobre a conclusão do Porto Seco.

08:35

"Com o término do anel viário, ajudaria muito. A classe política, infelizmente, no Brasil inteiro, esqueceu das cidades.Estão muito focados no voto, que prejudica muitos setores, e um deles é a mobilidade urbana", cita Piucco.

08:32

"O caminhão sempre foi visto como o patinho feio"

08:32

Lorisval Piucco fala da luta pelo Porto Seco e as vantagens que ele traria. "Conseguiríamos tirar 90% dos caminhões da área central. Os cmainhões daqui nção vem, mas os de outros locais vêm, pois vêm descarregar em mercados e outros estabelecimentos".

08:30

"Podemos fazer os terminais virtuais. Central semafórica, com a vinda do 5G, fica mais fácil. Controlar de forma inteligente o fluxo na área central. Tem que juntar as ideias, eleger as prioridades e elencar as prioridades", algumas ideias de Mauro Sônego.

08:28

"Tem que juntar as ideias, eleger as prioridades e elencar as prioridades", diz Sônego.

08:26

Agora é Mauro Sônego quem expõem as duas opiniões: "A Avenida Centenário, um marco histórico, começou quando Ruy Hülse era prefeito. Conhecendo a história, a gente sabe da evolução da cidade. Temos ideias, prospecções.
No tempo do Altair (Guidi), foi implantado o anel viario central. Fazendo que o trânsito fosse um pouco mais diluído".

08:24

"Quando troca um prefeito, não pode engavetar o projeto. Fazer projetos com pessoas gabaritadas. Eu acredito em projetos. Importante não só para Criciúma, mas para toda a região, cada real que aplica em projeto, consegue entre R$ 50 e R$ 150. Colocando R$ 1 milhão em projeto, se consegue R$ 100 milhões para a obra".

08:22

"A mobilidade é um fator quer todo mundo pretende melhorar. Não podemos ir no achismo". 

08:20

O engenheiro Édio Castanhel inicia o debate: “Avenida é da década de 1970. O Anel Viário, apesar de não estar terminado, começou no final da década de 1980 e ainda não terminamos. A Via Rápida, foi um alinhamento dos astros, pois foi feito em tempo recorde, mas da ideia inicial ate terminar foram 15 anos”.

08:15

"Mobilidade, circulação, como fazer para ficar melhor?", questiona Adelor Lessa na abertura do debate.

08:15

Participaram deste debate: Mauro Sônego, engenheiro civil, ex-secretário de obras de Criciúma em 2006. Além disso, esteve à frente da ASTC em 2011. O engenheiro, Edio José Del Castanhel e Lorisvaldo Piucco, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina (Setransc).

08:13

Bom dia. Eu sou o jornalista Marciano Bortolin e agora traremos o minuto a minuto do debate promovido pela Rádio Som Maior em torno dos desafios da mobilidade urbana em Criciúma.