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Presidente da FCF: "eu não culpo o Dal Farra, ele abriu o cofre e trouxe diretor de Série A"

Rubinho Angelotti falou sobre o mau ano do Tigre na Série B
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 02/12/2019 - 11:11Atualizado em 02/12/2019 - 11:18
Foto: Luana Mazzuchello
Foto: Luana Mazzuchello

O mau ano do Criciúma dentro de campo teve como consequência o inquestionável rebaixamento à Série C do Brasileirão. Com os consantes tropeços dentro de casa, jogo após jogo foi comum presenciar protestos contra o presidente do Tigre, Jaime Dal Farra. No entanto, na avaliação do presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubinho Angelotti, a queda do Tigre não é culpa de Dal Farra.

"Eu não culpo o Jaime, ele abriu o cofre, contratou treinador (Gilson Kleina) e diretor (João Carlos Maringá) de Série A, mas infelizmente essas pessoas não souberam contratar jogadores para formar um time e conseguir se manter na Série B", afirmou Angelotti em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta segunda-feira.

Na avaliação do presidente da Federação, o lugar do Criciúma é na Série B, com esporádicos acessos à Série A. "Eu acho que o Criciúma tem que se manter na B, daqui a pouco dá uma beslicadinha na Série A, fica um ou dois anos. A Série A é uma disputa de oito times para ficar quatro", pontuou. "O futebol tem que ter gestão, pé no chão, fazer a coisa certa. Tem que ter olheiros, o Brasil tem muitos craques. Não pode contratar só jogadores em fim de carreira", acrescentou Angelotti.

Participou da conversa com Angelotti o comentarista do Timaço da Som Maior, João Nassif. Para Nassif, passa por Jaime a queda, pois não houve respaldo ao trabalho de Maringá. "O Maringá veio aqui e ficou limitado dentro do orçamento que lhe foi dado. Ele me dizia 'eu quero trazer, mas um cara que custa 40 o Jaime quer pagar 20'. Os que vieram, como Wesley e Vinícius, vieram muito mais pelo Gilson Kleina, que já tinham passado por ele. A gestão do Criciúma foi um fracasso, não funcionou. O Jaime não tem entendimento do que é o futebol aqui em Criciúma", avaliou o comentarista.