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Presidente da CDL Criciúma: "vai haver demissões"

Andrea Salvalaggio voltou a falar em discriminação do governo do Estado e cobrou abertura das lojas
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 08/04/2020 - 08:40Atualizado em 08/04/2020 - 12:13
Comerciantes protestaram na terça-feira para pedir reabertura das lojas (Foto: Arquivo / 4oito)
Comerciantes protestaram na terça-feira para pedir reabertura das lojas (Foto: Arquivo / 4oito)

A CDL de Criciúma manteve o tom elevado contra o decreto governamental de manter, pelo menos até a próxima segunda-feira, dia 13, a suspensão do comércio. A presidente Andrea Salvalaggio voltou a falar em discriminação contra o setor, a exemplo da nota divulgada na segunda, e disse que agora pode começar a haver demissões.

"A gente tem um sentimento de discriminação, a gente tem que ser comedida e conversar, tentar entender as coisas, mas agora parece que o governo quer nos botar na prova de fogo. Tá mais do que comprovado que uma loja não consegue sobreviver. Existem números. Se não vai abrir, que pelo menos comece a ter medidas econômicas do comércio. O pequeno está com muita dificuldade de chegar a essa ajuda do governo. Tudo joga contra, o comércio sente muito", reclamou Andrea.

Além da queixa sobre perda da atividade comercial na páscoa, a presidente da CDL questionou a impossibilidade que os comerciantes tiveram de montar uma estratégia para enfrentar a crise, pois foi tudo repentino. "Agora vai ter que começar a haver demissões. Mesmo quando abrir a gente vai ter muito trabalho, porque o consumo não vai estar no auge. A páscoa é uma das melhores datas, o comércio vive de datas. A gente sabe que está em isolamento, mas o comércio aberto tem a possibilidade de vender alguma coisa", apontou a presidente da CDL.

"Uma luz, o comerciante está cansado, não consegue ver uma perspectiva do que vai fazer. O governo não está ajudando. Estamos tentando entender tudo isso e daqui para a frente forçar medidas que sejam específicas para o comércio, porque a gente está vendo que o comércio está sofrendo uma discriminação", concluiu Salvalaggio.

O governo do Estado liberou o funcionamento do setor aumotivo nesta quarta-feira, cumprindo aquela proposta de retorno gradual das atividades. Nas ruas, vê-se mais carros nas ruas e pedestres circulando pela calçada dia após dia. O número de infectados com o coronavírus em Criciúma e Santa Catarina continua subindo: está em 457 casos no Estado, com 15 mortes. Em Criciúma, são três mortes confirmadas e há 29 pessoas com exame positivo do vírus. 

Tags: coronavírus