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Prefeitura fará limpeza em residências no Boa Vista

Prefeito assinou decreto nesta terça-feira, após dois casos de morte por meningite na localidade
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 01/10/2019 - 19:03Atualizado em 01/10/2019 - 19:14
Foto: Érick Behenck / Arquivo / 4oito
Foto: Érick Behenck / Arquivo / 4oito

A prefeitura de Criciúma lançou no fim da tarde desta terça-feira um decreto para mutirão de limpeza em residências nas proximidades do bairro Boa Vista. A determinação surgiu após os dois casos de meningite na Cei do bairro, que vitimaram duas crianças.

De acordo com Acélio Casagrande, secretário de Saúde do município, a vigilância sanitária visitou as casas da localidade e constatou problemas em algumas residências, especialmente acúmulo de entulhos. Foi dado um prazo até a quarta-feira para que os moradores fizessem a limpeza.

Caso seja constatado problemas em nova visita, ainda na quarta-feira, o decreto assinado pelo prefeito permite que o poder público auxilie as famílias na higienização.

"A secretaria da saúde fez esses indicativos e a prefeitura, através do decreto, vai fazer essa ajuda aos moradores, com a limpeza, drenagem de esgoto a céu aberto, retirada de lixos e entulhos. É o grande momento para fazer em conjunto, onde tem a questão pública e privada. Esse decreto permite que a prefeitura entre em terrenos baldios, por exemplo, para fazer essa limpeza”, destacou Acélio.

Ainda não há definilção sobre o número de residências que deverão passar pelo processo de higienização: depende ainda da resposta apresentada pelos moradores. A ideia da secretaria é ampliar para outros bairros a medida, em breve.

Declaração polêmica

Acélio Casagrande falou também sobre a polêmica declaração de Clésio Salvaro, de que muitas casas apresentavam condições inabitáveis e de que as crianças não seriam aceitas nas creches se a situação permanecesse. A avaliação do secretário é de que o prefeito tem a "melhor das intenções".

“O que o prefeito se refere é que a creche é um local onde tem 20 a 25 crianças na mesma sala e para dar segurança às demais, foi feita essa avaliação domiciliar. Em alguns casos, a criança está muito vulnerável pelas condições de casa. O que ele quis dizer é: enquanto não corrigir, essas crianças não estarão na creche. É uma forma de obrigar que as pessoas, os pais, nos peçam ajuda para a limpeza”.