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PF investiga R$ 560 mil não declarados em campanha de 2014

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Criciúma e região. Envolvidos fazem parte do esquema político de Ada De Lucca
Por Redação Criciúma, SC, 24/11/2017 - 11:13Atualizado em 24/11/2017 - 14:54
Delegado Rafael Antônio Broietti explica Operação República Velha da PF (foto: Clara Floriano)
Delegado Rafael Antônio Broietti explica Operação República Velha da PF (foto: Clara Floriano)

A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (24) a Operação República Velha que investiga corrupção, falsa prestação de contas e formação de quadrilha na campanha eleitoral das eleições de 2014. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Para esclarecer o assunto, a Polícia Federal concedeu uma coletiva de imprensa às 10h da manhã de hoje.

“Nós estamos investigando desde de janeiro de 2017 e logramos êxito em identificar algumas irregularidades e ilícitos sobre a declaração de informações falsas à Justiça Eleitoral, bem como a corrupção eleitoral e a boca de urna”, contou o delegado Rafael Antônio Broietti, responsável pelas investigações.

Segundo o delegado, no decorrer das investigações foram inquiridas diversas pessoas. “Conseguimos verificar que essas pessoas teriam sido aliciadas a trabalhar em uma campanha eleitoral de uma pessoa que concorreu ao cargo de deputada estadual, bem como foram aliciadas a dedicar seu voto a essa candidata”, revelou.

Broietti disse que, após longo período de investigações, foi representado ao Tribunal Regional Eleitoral pela expedição dos mandados de busca e apreensão não só do candidato, como também de seus coordenadores de campanha.

“Hoje 44 polícias federais foram às ruas para cumprir esses mandados, sendo arrecado vasto material que vai ser utilizado no decorrer da investigação para acompanhar não só esses crimes como os outros crimes conexos. Notadamente a origem desse recurso que movimentava essa caixa dois de campanha”, disse.

As buscas foram feitas em órgãos públicos de Criciúma, Içara, Morro da Fumaça e Florianópolis. “Eu gostaria desde já de esclarecer que esses órgão não são objetos de investigação. Eles foram objeto de busca tão somente pelo fato de serem gabinetes profissionais das pessoas investigadas”, afirmou.

A polícia Federal não quis revelar nomes e nem cargos na coletiva, mas já está confirmado que policiais federais estiveram na casa do presidente da Cermoful, Ricardo Bittencourt, o Vitamina, na sede da cooperativa; no apartamento e também no gabinete do secretário de Planejamento de Içara, Arnaldinho Lodetti; na residência e no gabinete do vereador Toninho da Imbralit, na Câmara de Criciúma. Os três são lideranças do esquema político da Secretária de Justiça e Cidadania, deputada Ada de Luca.

Sobre o valores, num primeiro momento, o que foi apurado gira em torno de R$ 560 mil que não foram declarados à Justiça Eleitoral. “Vamos buscar as origens desses recursos”, explicou.

O delegado disse que ninguém foi detido ou teve mandado de prisão decretado. “Por enquanto, foi só mandado de busca e apreensão expedido pelo Tribunal, então ainda não temos como saber, isso cabe a justiça”, esclareceu.

Foram apreendidos materiais de armazenamento, como celulares, notebooks, HDs externos, contabilidade de empresas, planilhas, agendas, dentre outros.

Por meio de breve nota oficial, Prefeitura de Içara reiterou "a informação da Polícia Federal, divulgada na coletiva, que o cumprimento de busca e apreensão em Içara não tem relação alguma com a administração municipal".