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Parcerias proporcionam aprendizado internacional na Unesc

Programas de Pós-Graduação contam com inúmeras relações internacionais
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 20/10/2020 - 20:52
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A equação é clara: dividir experiências multiplica o conhecimento. Esse não é nenhum resultado de alguma pesquisa científica, mas reflete uma verdade incontestável. Seja qual for o assunto, a troca de informações e aprendizados entre diferentes indivíduos faz com que todos ganhem ao aprender diante da bagagem do outro. No ramo da ciência não é diferente. Entre tantas oportunidades de multiplicação de informação estão as parcerias entre diferentes instituições para colaboração em pesquisas, sejam elas nacionais ou até internacionais.

Na Unesc a parceria com instituições de ensino de todo o mundo está entre os principais diferenciais na conquista de resultados de excelência no que diz respeito à pesquisa. Nos sete Programas de Pós-Graduação da Unesc, o contato com conteúdos internacionais é constante e eleva o nível da formação de mestres e doutores. Para ilustrar as principais ações neste sentido, a Agência de Comunicação da Unesc disponibiliza uma série com três reportagens que destacam os importantes contatos internacionais que constituem o universo acadêmico da Universidade.

Entre os destaques, neste sentido, está o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol), no qual as parcerias com colegas de fora do país têm se intensificado de 2019 para cá. Conforme a coordenadora do Programa, Cristiane Damiani Tomasi, uma das principais apostas do grupo é a parceria com a London School of Economics and Political Science (LSE) em um projeto voltado à saúde mental das crianças e dos adolescentes. “Firmamos a parceria para a elaboração do chamado ‘MentalKit’, focado em desenvolver uma caixa de ferramentas para a gestão de saúde mental, entendendo quais são as técnicas e práticas clínicas que possuem melhores impactos na saúde mental de crianças e adolescentes”, explica.

O trabalho, neste caso, será realizado em três eixos que, conforma Cristiane, são divididos entre três pacotes de trabalho: levantamento de dados de saúde mental no Brasil, levantamento de evidências voltadas à saúde mental de crianças e adolescentes e a elaboração da 'caixa de ferramentas' propriamente dita. Para a coordenadora, o encontro de experiências proporcionado traz resultados expressivos ao Programa. “Essa relação internacional é bem importante e permite compartilhar diferentes experiências. Por um lado, um programa de pós-graduação relativamente jovem, com corpo docente motivado à pesquisa na área da saúde coletiva. E por outro, a experiência de uma equipe que tem um caminho mais longo traçado na pesquisa e com grande interesse em desenvolver trabalhos, por exemplo, voltados ao Sistema Único de Saúde do Brasil”, destaca.

Neste caso, em especial, conforme Cristiane, o projeto traz benefícios não só em conhecimento, mas também com aplicações financeiras. “Ele conta com investimento de recursos financeiros do Reino Unido para ser desenvolvido e aplicado no Brasil por meio da pesquisa. Nosso contato iniciou com o Mental Kit, mas já se amplia. Nesse período de pandemia, por exemplo, começamos a pesquisar também de forma conjunta outras questões voltadas à saúde mental”, acrescenta a pesquisadora.

Conhecimento que evolui com diferentes olhares

Membro do PPGSCol e agente de internacionalização, Antônio Schafer também vê as parcerias, especialmente as internacionais, como fundamentais dentro dos Programas e da Universidade de forma geral. “O conhecimento científico não é algo isolado e, sim, é algo que evolui diante de diferentes olhares. Quando isso é oportunizado em contato com pesquisadores internacionais, então, os estudos e publicações são ainda mais qualificados, o que é de extrema importância para os programas continuarem crescendo e evoluindo”, acrescenta.

Os reflexos positivos das ações conjuntas, possibilitadas pela credibilidade da Universidade e os contatos estabelecidos por pesquisadores, chegam a todos os âmbitos. “São positivos para professores, para o Programa, para Instituição e para os alunos, que têm essa troca com profissionais de várias partes do mundo. No caso da parceria com a London School of Economics, por exemplo, 40 acadêmicos do curso de Medicina fizeram parte de uma etapa da pesquisa. Eles tiveram esse primeiro contato já com uma pesquisa importante entre a Unesc e a LSE, que disponibilizou inclusive um certificado a cada um”, salientou.