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Ônibus chegarão a 114 dias parados e situação se agrava

Nessa sexta-feira, o governador Carlos Moisés prorrogou a suspensão. Representante do setor lamenta
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 15/08/2020 - 14:36Atualizado em 15/08/2020 - 14:41
Foto: Arquivo/4oito
Foto: Arquivo/4oito

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), bem que tentou, mas não conseguiu a liberação do transporte público na cidade. Ele participou de reunião na manhã deste sábado, 5, para tratar do assunto. 

Nessa sexta-feira, 14, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), prorrogou a suspensão do serviço por mais sete dias nas áreas tidas como grau gravíssimo, apontadas pela matriz de risco do Estado com relação ao coronavírus. A decisão inclui os municípios da Amrec e da Amesc.

Sem perspectivas de retorno

O presidente da Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU), Everton Trento, lamentou mais uma vez a não liberação da circulação dos ônibus, que chegarão a 114 dias parados. “Estamos em situação muito crítica. Com essa paralisação iremos para 114 dias sem trabalharmos e sem perspectiva de retorno”, fala. 

Demissões

Segundo Trento, as empresas do transporte coletivo urbano já iniciaram as demissões. “Cada uma empresa com as suas necessidades, até porque está acabando os contratos de suspensão editadas pelo Governo Federal . Muito delicada a situação e com futuro muito preocupante”, ressalta.

O empresário fala também que a proibição da circulação dos ônibus não foi justificada até o momento.  “Até agora não justificou a parada do transporte das empresas regulares, porque com 114 dias parados e a pandemia aumentou muito. Estávamos trabalhando e cumprindo com todas as exigências exigidas, mas outros meios de transportes estão sendo usados sem qualquer exigências e fiscalização dos órgãos fiscalizadores”, lamenta.

“Bode expiatório”

Trento lembra que Santa Catarina é o único estado onde o transporte regular está parado. “Isso sem qualquer comprovação científica. O Governo de Santa Catarina tirou o transporte regular para bode expiatório. O resultado da pandemia está provando que está decisão está equivocada”, finaliza.
 

Tags: coronavírus