A Serra do Faxinal, liberada nesta terça-feira (18) para veículos leves, avança agora para uma de suas etapas mais complexas: a construção de uma estrutura semelhante a um viaduto no Morro dos Cabritos. Segundo o engenheiro responsável, Alexandre Martins, a solução foi necessária porque a pista não poderia ocupar toda a área junto ao paredão rochoso, onde uma faixa de proteção de dois metros preserva anfíbios identificados no local.
A liberação do trânsito foi definida após uma vistoria realizada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) na segunda-feira (17). O sistema funciona em formato de siga e pare, com circulação nos dois sentidos. Nesta primeira etapa, de segunda a sexta-feira, os veículos podem passar das 7h às 8h e das 17h às 18h.
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Obras avançam no trecho do Morro dos Cabritos
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Alexandre Martins, a previsão de conclusão total permanece para outubro de 2026. O cronograma, porém, enfrenta dificuldades provocadas pelas condições climáticas e por intervenções necessárias em pontos específicos.
"A programação de entrega dessa obra é para outubro de 2026. Estamos com uma dificuldade em função do clima, perdemos duas semanas com a pluviosidade, principalmente na semana passada com uma chuva intensa. Inclusive teve um desmoronamento fora do local da pista, mas tivemos um desmoronamento na serra, um escorregamento de solo, que vamos ter que fazer agora uma contenção", afirma.
O engenheiro explica que alguns trechos ainda dependem de liberações ambientais para a construção das contenções previstas. Já no trecho do Morro dos Cabritos, será construída uma estrutura semelhante a um viaduto. A solução foi adotada porque a pista não poderia ocupar toda a área junto ao paredão, onde há uma faixa de proteção de dois metros em razão da presença de anfíbios identificados no local.
OBRA NA SERRA DO FAXINAL
- A obra perdeu cerca de duas semanas devido às chuvas recentes;
- Um escorregamento de solo foi registrado fora da pista e terá de receber contenção;
- Parte das contenções depende de autorizações ambientais para supressão de vegetação;
- No Morro dos Cabritos, seis dos 11 pilares previstos já estão prontos;
- As vigas pré-moldadas já foram produzidas no canteiro de obras;
- Cerca de 70 das 90 pré-lajes previstas também já estão prontas.
A estrutura terá partes em balanço, sustentadas pelos pilares fixados na rocha. O método é semelhante ao utilizado em pontos da Serra da Rocinha e da Rota do Sol, no Rio Grande do Sul.
Içamento das peças exigirá novos fechamentos
A próxima etapa importante será o transporte e a instalação das vigas pré-moldadas. O primeiro teste de movimentação deve ocorrer em aproximadamente 15 dias, com o deslocamento de duas peças entre o canteiro e o Morro dos Cabritos.
Como as estruturas são pesadas, será necessário utilizar equipamentos de grande capacidade. Durante o içamento, a serra poderá ser totalmente fechada para garantir a segurança dos trabalhadores e dos motoristas.
Os fechamentos serão comunicados com antecedência. A expectativa é que as peças sejam instaladas de forma gradual após os testes iniciais.
Trânsito terá horários específicos
A liberação atual é exclusiva para veículos leves. O tráfego de veículos pesados continua proibido no trecho.
A operação prevista inicialmente é:
- Segunda a sexta-feira: das 7h às 8h e das 17h às 18h;
- Sábado: previsão de abertura das 7h às 8h e das 12h às 13h;
- Domingo: horário ainda depende de definição junto ao Estado.
Durante os períodos de liberação, o trânsito ocorre nos dois sentidos, com controle de siga e pare.
A operação poderá ser suspensa em caso de chuva, condições climáticas adversas ou qualquer situação que ofereça risco aos trabalhadores e motoristas.
Segurança foi reforçada durante a liberação
A retomada do trânsito também exigiu atenção à segurança no trecho. Segundo Alexandre Martins, equipamentos e peças da obra já foram alvo de furtos, gerando prejuízo superior a R$ 200 mil para a empresa responsável pelos trabalhos.
"Tivemos um prejuízo de mais de R$ 200 mil em roubo de peças. Às vezes danificam o equipamento e o danificar é até mais caro do que a própria peça que às vezes é levada. Então, isso gerou transtornos muito grandes para a empresa. Foi colocada uma equipe de segurança 24 horas, que a gente tem lá no topo da serra, porque fica um local bem isolado. Já houve roubo várias vezes de fiação e tudo isso a gente tem que absorver", lamenta.
Diante dos casos, foi reforçada a comunicação com as forças de segurança de Praia Grande e com as equipes que atuam na região.
A expectativa é que a liberação parcial ajude a retomar o deslocamento entre os dois municípios, especialmente para moradores, trabalhadores e visitantes, enquanto a obra segue até a conclusão definitiva prevista para outubro.
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