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O vídeo apresentado em sala de aula e a fala de Salvaro são debatidos no Legislativo

Vereadores, a favor e contra, trataram do assunto na sessão desta segunda-feira
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 30/08/2021 - 18:51Atualizado em 31/08/2021 - 08:01
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os vereadores de Criciúma debateram o episódio envolvendo a demissão do professor de Artes, o vídeo do prefeito Clésio Salvaro (PSDB), e as consequências do fato. 

A primeira a falar foi a vereadora Geovana Mondardo, que destacou a mobilização do fim de semana. “Em decorrência das últimas ofensas, dos últimos episódios,a população deu uma resposta, reunimos mais de mil pessoas para celebrar o amor, a vida, contra a LGBTfobia. Resposta na solidariedade mais de 500 quilos de alimentos para os imigrantes, artistas fizeram apresentações que destacaram o orgulho LGBT, devido aos últimos episódios que envergonham a nossa cidade. Além de de celebrar o amor e respeito político, deixo o recado para o prefeito as eleições acabaram no ano passado deixe para lá as pessoas derrotadas no ano passado e querem pautar a vida do prefeito que tem por obrigação e tenho certeza por vontade dele, mudar a vida das pessoas do jeito certo, respeitando a todos. Ninguém vai poder nos dizer como amar e quem amar”, citou. 

O vereador, Obadias Benones (Avante), disse que foi à unidade educacional e que, inclusive, conversou com o diretor para entender a situação. “Houve uma violação total no plano de ensino municipal. Eu conversei com o diretor, tive uma conversa boa, me atendeu muito bem. Entendemos, compreendemos que o professor tem liberdade para ensinar, todavia, tudo tem seu limite, a liberdade também tem seu limite. As pessoas que me conhecem, que convivem comigo, da educação que eu tive, de onde eu vim, eu aprendi a respeitar. Meu pai me ensinou muito a respeitar. Respeitar opiniões, indagações, questionamentos e não tenho dificuldade nenhuma com isso., abraço qualquer tipo de pessoa, não tenho dificuldade com nenhuma. Eu, Obadias Benones, não tenho nenhum tipo de desafeto com a  classe LGTB, não sou homofóbico.  O episódio da semana passada da Escola Pascoal Meller, eu estive lá, sentei com o diretor e conversei com ele, fui entender o caso, o que de fato aconteceu, precisava entender o que aconteceu em sala de aula.”, comentou.

Na sequência, Benones mostrou um trecho do vídeo apresentado pelo professor em sala de aula. “Que tipo de mensagem vamos aprender com um clipe de pessoas seminuas. Ah, mas vão dizer que são adolescentes, que eles assistem nos smartphones, que têm acesso, o que ele faz em casa é problema do pai e da mãe, mas em sala de aula é um problema nosso, compete a nós saber oque está acontecendo lá dentro. É inaceitável. Tenho filho e sou contra esta situação. Eu repudio a situação. Eu fui lá, houve discussão entre os alunos, quase houve agressão física, peguei a ata, conversei com o diretor. Tentei falar com o professor, faltou sentar. A escola é para aprender a língua portuguesa, a matemática, a arte. Deixe a sua opção sexual fora da sala de aula. Existem outras formas para você trabalhar a inclusão social, não de goela abaixo”, citou.

Depois, o vereador lembrou as pichações na cidade e falou do movimento realizado no Parque Altair Guidi no sábado. “Houve depredação do patrimônio, ambiental, intolerância religiosa. Isso é crime, isso dá cadeia. Pela ação de um, culpam a igreja, a religião. Não tentem encontrar um causador para a situação que vocês estão vivendo. A igreja ama, tem amor. visite as igrejas. Ninguém é jogado para fora, a igreja abraça, o evangelho ensina isso. Não tem preconceito no ambiente religioso.  Querem ter respeito, estou junto, vamos buscar este respeito, mas não de goela abaixo. Não é desta forma”, pontuou.

Na sequência, quem falou foi o vereador Jair Alexandre (PL), que também criticou o vídeo apresentado em sala de aula. “Se me perguntar se sou conservador, eu sou. A maioria do povo de Criciúma, de Santa Catarina, do Sul, é conservador. O respeito é fundamental. Vou sempre respeitar vocês, agora entrar em sala de aula para doutrinar as nossas crianças jamais vou defender as nossas crianças porque são puras e estão em um processo de formação. Vamos respeitar as crianças e os adolescentes. Tenho certeza que este professor já se arrependeu de ter passado este vídeo. também acho que o prefeito exagerou no vocabulário, mas não podemos aceitar esta manifestação em praça pública. eu aprendi a respeitar autoridade e autoridade se respeita desde casa, com o pai e mãe”, disse.
Além dele, o presidente da Casa, Arleu da Silveira (PSDB), também tratou do assunto. “Estes vídeos não combinam com educação. Fui me informar e o professor é um ótimo professor, que pediu exoneração. Todos nós somos passíveis de erros, mas não persistir no erro. o que o prefeito disse é o que muita gente queria dizer e colocou ordem na ótima educação de Criciúma”, finalizou.