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O luto pela perda do professor Jerry

Grayce Balod, colega por muito tempo, fala sobre o professor
Por Criciúma, SC, 04/04/2019 - 20:41Atualizado em 04/04/2019 - 20:41
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A morte do empresário e professor de física Marco Antonio Jerry, aos 55 anos, vítima de câncer, no início da tarde desta quinta-feira (4), pegou a todos de surpresa. Uma das pessoas que muito sentiram esta morte foi Grayce Balod, colega de Jerry no colégio Energia por um bom tempo.

“A morte do Jerry me pegou de jeito, eu senti muito porque nós trabalhávamos com os alunos diretamente. Mas não éramos só colegas, ele era meu chefe também, um dos sócios do colégio Energia por todo tempo em que eu estive lá. Mas ele era diferente de um chefe, muito generoso, bondoso”, conta.

Grayce trabalhava como psicóloga dos alunos e diz que Jerry sempre a procurava para falar mais dos alunos. “Ele passava na minha sala e falava de cada um, sabia tudo, conversava sobre os alunos, pedia para eu chamar e conversar. Nunca era em sentido de punir, de brigar, ele sempre mostrava uma preocupação genuína com os alunos, era notório o amor dele pela sala de aula”, afirma.

Por outro lado, não passava batido se precisasse dar alguma bronca. Mas até elas eram produtivas.

“Não passava batido quando tinha aluno disperso ou conversando. Mas os alunos diziam que as chamadas de atenção dele eram produtivas, ajudavam eles. Quando precisava ser mais severo com um aluno ou funcionário, ele não se escondia, ele falava. Não era aquele bonzinho que faz vista grossa para as coisas, afinal ele era sócio. Mas o jeito como ele dizia, as vezes ele me corrigia, a forma como ele falava eram lições, creio que todos que foram alunos e participaram com ele, irão lembrar sempre”, conta.

Ouça a entrevista de Grayce Balod para o Ponto Final: