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"Não leve os filhos para fazer as compras", sugere Procon sobre volta às aulas

Rede municipal retorna no dia 17 e estadual na próxima segunda em Criciúma; consumidor atento pode economizar mais de R$ 100
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 03/02/2020 - 10:07Atualizado em 03/02/2020 - 10:09
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Com a proximidade do retorno às aulas, estabelecimentos, pais e alunos preparam-se para a compra e venda de materiais escolares. Um período de gasto para as famílias e de faturamento para o comércio local. O Procon de Criciúma dá dicas para os pais economizarem e uma delas, certamente, desagrada aos jovens, ansiosos para escolher o material que os acompanhará em 2020: não levar os filhos para as compras. Uma pesquisa de mercado pode gerar economia de mais de R$ 100.

De acordo com o coordenador municipal do Procon, Gustavo Colle, há grande variação de preço entre os produtos mais caros e os mais baratos. As marcas que utilizam personagens de desenhos como forma de propaganda acabam sendo as mais custosas e, geralmente, as preferidas pelas crianças.

"Nem sempre marca de personagem é a mais qualificada e geralmente os preços são mais elevados. Não leve os filhos para fazer as compras. Eles sempre vão querer as marcas de personagens", disse Colle. "Antes de sair às compras, ver quais itens sobraram do ano anterior e quais podem ser reaproveitados. Se você não fez as compras e tem amigos que ainda não fizeram, pode fazer compras coletivas, estabelecimentos dão descontos em compras grandes", completou.

A pesquisa no varejo também é uma dica de Colle: escolher o mais barato pode gerar uma economia significativa para o bolso dos pais. "Fizemos uma pesquisa que apontou uma variação total de 107%. Significa que se comprar todos os itens de menor valor, vai ter uma economia de R$ 124. Ou seja, sobraria para comprar uma nova lista de material e ainda sobrar R$ 3. Ou seja, pesquisar faz a diferença", apontou.

O Procon também alerta para as listas passadas pelos colégios. É proibido por lei incluir produtos de uso coletivo, como materiais de limpeza. Só pode ser exigido o que será de uso particular do aluno. "A gente recebeu reclamações ao longo de janeiro sobre o que era material de uso coletivo e o que era de uso particular do aluno. A escola também não pode definir locais de compra e marca de produtos", conclui Colle. 

Alguns colégios particulares da cidade tem a volta às aulas para esta e a próxima semana. Na rede estadual, os alunos retornam no dia 10 na Amrec, enquanto na rede municipal as aulas voltam no dia 17 em Criciúma.