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Na próxima semana, a volta da educação infantil em Criciúma

Na Afasc, são 35 CEIs que retomarão atendimento gradual a partir de quarta. Na segunda voltam as particulares
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 22/10/2020 - 18:34Atualizado em 22/10/2020 - 18:40
Divulgação
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A nova matriz de risco para o coronavírus na região de Criciúma, que mudou do estágio laranja, grave, para o amarelo, alto, está permitindo a retomada de inúmeras atividades que vinham suspensas desde o início da pandemia de Covid-19, em março. A alteração, nesta quinta-feira, 22, gera grande repercussão no segmento da educação infantil. A partir da próxima semana, os pais que quiserem poderão, novamente, levar seus filhos para frequentar as salas de aula.

"Sim, estamos nos preparando faz alguns dias para essa retomada, essa novidade na matriz de risco. As creches passaram por um processo de readaptação para essa nova realidade, estamos nos preparando com os planos de contingência para atender pais, alunos e todos da educação infantil", confirmou o presidente da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), Adriano Boaroli. A Afasc administra os 35 Centros de Educação Infantil (CEIs) da rede pública em Criciúma.

A Afasc entregou os planos de contingência para a prevenção ao coronavírus nos CEIs nesta quinta. "Finalizamos os planos hoje e credenciamos junto ao comitê para dar condição para que possamos voltar com os 35 CEIs com segurança", confirmou.

Adriano Boaroli, presidente da Afasc / Divulgação

Com as providências tomadas, a Afasc prevê a retomada das atividades nos CEIs a partir da próxima quarta-feira, 28. "Estamos trabalhando para quarta, quinta e sexta, de forma gradual, conforme as aprovações no conselho desses protocolos. Dentro de uma semana estará sendo iniciado o processo", relatou. "A educação precisa se mover", sublinhou Boaroli.

O presidente lembrou que essa retomada precisa ser gradual. "Ela precisa ser gradual, por mais que a matriz de risco tenha vindo para o amarelo. Tem um número limitado dentro dos CEIs, tem o distanciamento entre crianças, todo um mecanismo diferenciado que precisa ser respeitado, para que se consiga fazer esses atendimentos. Sim, nós vamos programar, vamos informar os pais e todos saberão o momento certo, a forma de retornar, esse é o trabalho junto com o comitê", analisou.

A Afasc não terá condições de acolher 100% dos seus alunos da educação infantil de pronto na rede de CEIs. "Não é possível fazer a retomada de 100%. Em torno de 55% das famílias buscarão as creches nesse momento. De certa forma eles se organizaram e já tem um cuidador, ou aquele pai ou mãe que perdeu o trabalho está cuidando do filho. Dentro desse universo ainda precisamos fazer algumas reduções. Tem os ajustes. Talvez inicie-se, pelo plano de hoje, com período parcial, pela manhã um grupo, à tarde outro, depois começa a se desenhar um formato por região. Cada região tem uma peculiaridade", registrou.

Na rede privada, volta na segunda

Os CEIs particulares de Criciúma sofreram muito com a pandemia, com a queda brutal na arrecadação e dificuldades para manter funcionários. "Primeiro, estamos muito felizes. Se tem um setor que lutou e implorou pela volta foi o setor da educação infantil. Estamos muito contentes com a volta, temos todo um regramento para seguir, por meio dos Plancons, cada escola construiu o seu, e estamos organizados para retornar na segunda-feira", adiantou Maria Cristina Pizzolo, administradora do CEI Tiquinho de Gente e uma das lideranças do setor em Criciúma.

"Fizemos uma pesquisa com nossos pais, das crianças que continuaram matriculadas, para outubro voltam 30%, por escolha dos pais. Para nós ficará fácil de administrar. De toda forma, vamos retornar de maneira escalonada, cada dia voltará um grupo diferente", observou. "A regra é que exista o espaçamento de um metro e meio, vai depender da dimensão da estrutura física de cada CEI. Para nós, como ficamos com 30% dos que optaram para voltar, para nós ficará tranquilo", detalhou.

Maria Cristina e a volta dos CEIs da rede privada / Arquivo / 4oito

O escalonamento para o retorno das crianças, por grupos, vai permitir também a readequação gradual dos CEIs. "Nessa semana voltamos com o reforço das crianças do primeiro ano, já voltaram em atendimento individual. Hoje já tinhamos um pouco mais de crianças do fundamental. Estamos nos adaptando, nos esforçando para fazer o melhor", frisou.

Maria Cristina lembrou uma regra importante para os CEIs privados e também os públicos: as crianças terão que usar máscaras. "Terão que usar máscara sim. As crianças muito pequenas não, mas a partir de dois anos, sim. Temos crianças de três anos que não estão habituadas ao uso da máscara, temos pedido que os pais levem em um horário mais afastado, vai levar máscara e a professora fará o trabalho de educar. De maneira lúdica faremos essa introdução", finalizou.

Tags: coronavírus