Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
4

Manutenção dos protocolos são fundamentais para conter variante Delta, aponta especialista

Santa Catarina confirmou cinco casos importados nesta semana
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 23/07/2021 - 15:11Atualizado em 23/07/2021 - 15:20
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Santa Catarina confirmou nos últimos dias cinco casos importados da variante Delta. Presente em mais de 100 países, ela preocupa por ser mais transmissível do que as outras cepas do vírus da Covid-19. 
O pneumologista, Renato Matos, salienta que, apesar da situação tranquila no município com as internação baixas, existe o risco de crescimento da Delta. “Esta situação em que a variante predominante aqui, a P1, está reduzindo, existe o risco, como acontece em países do hemisfério Norte que haja o crescimento da variante. Por isso a importância da manutenção de todos os protocolos”, comenta.

Eficácia das vacinas

Matos ainda alerta para a importância da continuidade dos protocolos de segurança e para o crescimento da variante em outros diversos países. “A Inglaterra tem hoje cerca de 99% das infecções pela variante Delta, nos Estados Unidos mais de 80%. Um estudo recente sobre a eficácia de vacinas em relação às variantes As pessoas que fizeram uma dose só, a eficiência foi de 30%, quando vacinadas as pessoas com duas doses, este número foi para 70%, 80%. A grande preocupação é que se esta variante chegar e tivermos uma quantidade baixa de pessoas com a segunda dose, nós poderemos ter problemas. As pessoas que fizeram as duas doses nestes países têm sintomas muito leves, como se fosse uma gripe comum, não há aumento de internações e mortes. Já as pessoas com uma dose só, são casos mais complicados que exigem hospitalização e alguns, casos mais complicados”, finaliza.

A variante Delta em Santa Catarina

Os cinco casos confirmados em Santa Catarina são de amostras de tripulantes do navio M/V ARISTIDIS, próximo ao porto de São Francisco do Sul, no litoral Norte.
O resultado do sequenciamento genômico foi confirmado no dia 20 de julho pelo Laboratório de Referência Nacional para Santa Catarina - a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) do Rio de Janeiro, que recebeu as amostras encaminhadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN/SC) conforme fluxo da vigilância genômica nacional.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) foi notificado em 14 de julho, segue em acompanhamento permanente nas investigações e avaliações dos casos em conjunto com a Gerência Regional de Saúde de Joinville (Gersa) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Francisco do Sul e de Joinville, que monitora os contatos intra-hospitalares.

O navio

O navio M/V ARISTIDIS, de bandeira do Chipre, chegou ao estado em 13 de julho, vindo da Austrália com saída registrada no mês de maio. Passou por Singapura, Índia, registrando a última parada na Ilha da Reunião, no continente da África, em junho. A embarcação cumpre o regime de quarentena, segundo orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ao todo, 22 tripulantes estão no navio, 14 deles positivaram para SARS-CoV-2 em 13 de julho. Dentre eles, seis precisaram de internação hospitalar por apresentarem sintomas moderados, sendo encaminhados para o município de Joinville. Todos já receberam alta e retornaram para São Francisco do Sul com a recomendação de manterem isolamento no navio, sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica do município.

A variante Delta

A variante Delta é da linhagem viral B.1.617, que apareceu na Índia em outubro de 2020. Em maio de 2021, após ser associada ao agravamento da pandemia, a cepa foi declarada como variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o dia 19 de julho, já foram confirmados 110 casos da VOC Delta em território brasileiro, sendo que apenas São Paulo e Rio de Janeiro apresentam transmissão comunitária.