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Juiz Pedro Aujor: Troca de cidades, música e impossível fugir do Direito

Magistrado foi o convidado do Nomes & Marcas deste fim de semana, contando sua trajetória
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 06/01/2019 - 14:32
(fotos: Arthur Lessa)
(fotos: Arthur Lessa)

Apaixonado por música desde jovem, ele não teve como fugir da área do Direito. O juiz Pedro Aujor Furtado Junior nasceu em Curitiba e conviveu com diversas mudanças de cidade. Essas e outras histórias ele contou no Nomes & Marcas deste fim de semana. Em Criciúma há dez anos, já pensa em ficar na cidade até se aposentar.

“Eu não tenho família, tenho subseção da OAB. Todos os Furtados são da área do Direito e da política. Eu cresci nesse meio, meu tio advogado, meu pai é advogado, meu avô era rabula escrivão. Tios mesmo, quase todos formados em Direito, então tem alguns no Ministério Público e na magistratura, primos juízes, primas promotoras e delegadas”, contou Pedro Aujor.

Ainda jovem, sua família se mudou para Lages. Aos 15 anos entrou para a faculdade, no fim dos anos 1980. “A gente costuma brincar, que quem não ia para o Direito ia para a política. Eu não tinha o dom da política e acabei indo para o Direito, por uma questão familiar. Eu amo muito o Direito, respeito imensamente a carreira que escolhi”, revelou o juiz.

Formado, nunca chegou a advogar e logo fez um curso da OAB, já que antes era diferente, não existia a prova. “Eu e a Beatriz (esposa) já fizemos 18 mudanças. Algumas vezes dentro de cidades, a gente passou por muita coisa. Eu comecei a carreira como substituto no Meio Oeste, depois no Vale do Itajaí, aí vim para Araranguá e nunca mais sai. Era reserva em Araranguá, fui titular em Sombrio e titular em Jaraguá, até chegar em Criciúma onde quero me aposentar”, contou.

Evolução ao longo dos anos

Atuando na área do Direito desde o começo da década de 1990, Pedro Aujor viu a evolução na apuração de processos. Lembrou de uma comemoração que aconteceu em Lages, quando atingiram 1.000 processos, hoje ele lida com esse número a cada dois dias. Destacou também que com a digitalização o acesso por parte dos interessados fica mais fácil.

“O mundo mudou muito. Antes era um mundo analógico, agora é um mundo digital. O Judiciário acompanhou essa mudança. O mundo hoje é completamente diferente, antigamente se tinha muito mais serviços, hoje temos mais trabalho. Isso exige da gente muito mais, são exigências diferentes, hoje exige do corpo e antes da mente”.
Em Criciúma ninguém fica quieto

De acordo com o juiz, Criciúma é a cidade mais litigante onde trabalhou, resultando em diversos processos para analisar. “É uma região que foi forjada assim, com os sindicatos e formada por italianos. É positivo, uma cidade que busca por soluções, onde ninguém reprime suas lides”, afirmou Aujor.

Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda da Comarca de Criciúma, ele acredita que a cidade precisa de reforço nessa área. “Os juízes de Criciúma são heróis. Digo isso com muita tranquilidade, por experiência e por vivência. Criciúma necessita ao menos de mais duas varas criminais, se a gente ganhasse uma já seria bom. Muita coisa vai prescrever e ser deixada de lado, é humanamente impossível dar conta de todas”, garantiu.

Paixão pela música

Pedro Aujor ouve música desde pequeno, começando pela Rádio Mundial, onde acompanhava o comunicador Big Boy. “A música ela é a alma, a essência da minha vida. Não tem nada que não esteja relacionado a música no meu dia”, afirmou. Ele gosta mesmo é de ouvir. “Eu sou um péssimo executor e um cantor horroroso”, frisou.