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Janeiro de 2026 transforma o céu em espetáculo astronômico

Superlua, meteoros e cometas marcam o primeiro mês do ano

Por Maryele Cardoso 02/01/2026 - 16:41 Atualizado há 18 segundos
Superlua, meteoros e cometas fazem de janeiro um dos meses mais favoráveis do ano para observar o céu. Foto: Reprodução IA/4oito
Superlua, meteoros e cometas fazem de janeiro um dos meses mais favoráveis do ano para observar o céu. Foto: Reprodução IA/4oito

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O céu de janeiro de 2026 promete uma sequência de fenômenos astronômicos de destaque para observadores e entusiastas da astronomia. O mês reúne a primeira superlua do ano, uma das chuvas de meteoros mais intensas do calendário e a passagem de cometas visíveis com equipamentos simples e, em alguns casos, até a olho nu.

Após um dezembro marcado por chuvas de estrelas, janeiro mantém o ritmo e oferece boas oportunidades tanto para observadores ocasionais quanto para astrônomos amadores.

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Superlua do Lobo inaugura o ano

O primeiro grande destaque acontece logo no início do mês. No dia 3 de janeiro, a Lua atinge a fase cheia em sua versão de superlua, fenômeno conhecido como Superlua do Lobo. O evento ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, ponto em que o satélite natural está mais próximo da Terra e aparenta maior tamanho e brilho no céu.

O nome “Lua do Lobo” tem origem em tradições do Hemisfério Norte, associadas aos uivos de lobos durante o inverno rigoroso.

Janeiro de 2026 será um espetáculo no céu. Foto: Reprodução IA/4oito

Chuva de meteoros Quadrântidas atinge o pico

Também no dia 3 de janeiro, ocorre o pico da chuva de meteoros Quadrântidas, considerada uma das mais intensas do ano. Em condições ideais, o fenômeno pode alcançar até 80 meteoros por hora, principalmente no Hemisfério Norte.

Os meteoros costumam apresentar tons amarelados e alaranjados e, em alguns casos, geram bólidos extremamente luminosos. No entanto, a presença da superlua deve reduzir a visibilidade, limitando a observação a cerca de 10 meteoros por hora. Ainda assim, a chuva de meteoros segue sendo relevante, especialmente em locais afastados da poluição luminosa.

Passagem de cometas chama atenção em janeiro

Além da Lua e das chuvas de meteoros, janeiro reserva a passagem de dois cometas em condições relativamente favoráveis de observação.

O cometa 24P/Schaumasse atinge o periélio no dia 8 de janeiro, com magnitude estimada em 7,7. Ele poderá ser observado nos dois hemisférios, principalmente com o uso de binóculos potentes ou telescópios, desde que o céu esteja limpo e escuro.

Já o cometa C/2024 E1 (Wierzchos) tem passagem prevista para o dia 20 de janeiro e deve ser visível no Hemisfério Sul. Inicialmente com magnitude 8, há expectativa de que o cometa possa atingir magnitude 5, o que facilitaria sua observação com binóculos menores, embora essa evolução ainda não seja garantida.

Janeiro de 2026 é um convite para olhar mais para o céu. Foto: Reprodução IA/4oito

Lua nova cria noites mais escuras

Outro momento importante do mês ocorre no dia 18 de janeiro, quando a Lua entra na fase nova, às 19h52 (GMT). A ausência de iluminação lunar proporciona algumas das noites mais escuras de janeiro, ideais para a observação do céu profundo.

Nesse período, ganham destaque objetos como o Cúmulo do Presépio, no Hemisfério Norte, e o Cúmulo de Omicron Velorum, no Hemisfério Sul, além de nebulosas e galáxias observáveis com o auxílio de telescópios.

Um mês favorável para observar o céu

Com eventos distribuídos ao longo de todo o mês e visíveis em diferentes regiões do planeta, janeiro de 2026 se consolida como um período especialmente favorável para a observação astronômica. A recomendação é buscar locais com pouca iluminação artificial, acompanhar a previsão do tempo e, sempre que possível, usar binóculos ou telescópios para aproveitar melhor o espetáculo do céu.

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