O céu de janeiro de 2026 promete uma sequência de fenômenos astronômicos de destaque para observadores e entusiastas da astronomia. O mês reúne a primeira superlua do ano, uma das chuvas de meteoros mais intensas do calendário e a passagem de cometas visíveis com equipamentos simples e, em alguns casos, até a olho nu.
Após um dezembro marcado por chuvas de estrelas, janeiro mantém o ritmo e oferece boas oportunidades tanto para observadores ocasionais quanto para astrônomos amadores.
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Superlua do Lobo inaugura o ano
O primeiro grande destaque acontece logo no início do mês. No dia 3 de janeiro, a Lua atinge a fase cheia em sua versão de superlua, fenômeno conhecido como Superlua do Lobo. O evento ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, ponto em que o satélite natural está mais próximo da Terra e aparenta maior tamanho e brilho no céu.
O nome “Lua do Lobo” tem origem em tradições do Hemisfério Norte, associadas aos uivos de lobos durante o inverno rigoroso.
Chuva de meteoros Quadrântidas atinge o pico
Também no dia 3 de janeiro, ocorre o pico da chuva de meteoros Quadrântidas, considerada uma das mais intensas do ano. Em condições ideais, o fenômeno pode alcançar até 80 meteoros por hora, principalmente no Hemisfério Norte.
Os meteoros costumam apresentar tons amarelados e alaranjados e, em alguns casos, geram bólidos extremamente luminosos. No entanto, a presença da superlua deve reduzir a visibilidade, limitando a observação a cerca de 10 meteoros por hora. Ainda assim, a chuva de meteoros segue sendo relevante, especialmente em locais afastados da poluição luminosa.
Passagem de cometas chama atenção em janeiro
Além da Lua e das chuvas de meteoros, janeiro reserva a passagem de dois cometas em condições relativamente favoráveis de observação.
O cometa 24P/Schaumasse atinge o periélio no dia 8 de janeiro, com magnitude estimada em 7,7. Ele poderá ser observado nos dois hemisférios, principalmente com o uso de binóculos potentes ou telescópios, desde que o céu esteja limpo e escuro.
Já o cometa C/2024 E1 (Wierzchos) tem passagem prevista para o dia 20 de janeiro e deve ser visível no Hemisfério Sul. Inicialmente com magnitude 8, há expectativa de que o cometa possa atingir magnitude 5, o que facilitaria sua observação com binóculos menores, embora essa evolução ainda não seja garantida.
Lua nova cria noites mais escuras
Outro momento importante do mês ocorre no dia 18 de janeiro, quando a Lua entra na fase nova, às 19h52 (GMT). A ausência de iluminação lunar proporciona algumas das noites mais escuras de janeiro, ideais para a observação do céu profundo.
Nesse período, ganham destaque objetos como o Cúmulo do Presépio, no Hemisfério Norte, e o Cúmulo de Omicron Velorum, no Hemisfério Sul, além de nebulosas e galáxias observáveis com o auxílio de telescópios.
Um mês favorável para observar o céu
Com eventos distribuídos ao longo de todo o mês e visíveis em diferentes regiões do planeta, janeiro de 2026 se consolida como um período especialmente favorável para a observação astronômica. A recomendação é buscar locais com pouca iluminação artificial, acompanhar a previsão do tempo e, sempre que possível, usar binóculos ou telescópios para aproveitar melhor o espetáculo do céu.