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Içarense Filipe Speck lança EP gravado no RS e faz apresentação em Lisboa

Artista divulgou a obra "História do Esquecimento", com três canções
Por Redação Criciúma - SC, 12/06/2018 - 17:47Atualizado em 12/06/2018 - 17:49
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Há infinitas razões para justificar a necessidade de compor. No trabalho de estreia do içarense Filipe Speck, o EP "História do Esquecimento", ela é uma resposta à urgência por se criar uma memória persistente, ou pelo menos capaz de modular algum sentido à própria existência.

Dessa urgência nasceu a canção "Juventude", publicada nesta terça-feira (12), nas plataformas de streaming. Juntamente com "História do Esquecimento" e "Meu Bem", que já estavam disponíveis, a música completa um EP que retrata a condução implacável da vida desde a juventude até o esquecimento.

“Para mim, compor é um registro necessário. A poesia rítmica é a forma de construir um limiar entre o que deve ser lembrado e esquecido, entre o que passou e o que eu quero que siga fazendo parte de mim.", coloca Filipe.

Filipe, que também lidera a banda Vizinhos da Glória, se mudou para Porto Alegre para seguir a carreira de jornalista e professor. Ao longo da última década, compôs dezenas de canções que começam a ganhar corpo nos últimos doze meses.

A trajetória até o estúdio começou em meados de 2017, quando foi feita a seleção do repertório para o EP em um trabalho com Marcelo Fruet. As músicas foram produzidas por Leandro Schirmer ao longo do segundo semestre do ano passado e gravadas em Porto Alegre em fevereiro no estúdio Audio Porto. Speck esteve no Programa do Avesso, em abril de 2017.

Apresentação-exposição em Lisboa

Logo após a gravação do EP, Filipe foi passar uma temporada de seis meses de estudos em Lisboa, onde aproveita para dar o próximo passo. Já em maio gravou novas canções no estúdio Haus em um trabalho produzido em parceria com músicos da banda Paus, uma das principais da cena rock de Portugal.

Em julho, o EP História do Esquecimento e as novas canções serão lançadas em uma apresentação-exposição na capital portuguesa. O trabalho é uma parceria com o artista plástico Vital Lordelo. Vital, que morou em Porto Alegre por mais de cinco anos, levará suas sensíveis gravuras para também tratar da temática memória e esquecimento.