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Içara: Automedicação pauta mais uma roda de conversa do Janeiro Branco

Hábito, bastante comum entre os brasileiros, pode trazer vários efeitos colaterais  
Redação
Por Redação Içara - SC, 22/01/2019 - 10:40
(foto: divulgação)
(foto: divulgação)

Reações alérgicas, dependência e até mesmo morte, podem ser causadas pela automedicação, um habito-infelizmente-considerado comum entre os cidadãos. E foram esses perigos que pautaram mais uma roda de conversa da Campanha Janeiro Branco, organizada pelo Governo de Içara, por meio do Ambulatório de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde do Municipio.

A psiquiatra Thaise Bonetti, que atende no espaço, mediou a conversa, que também reuniu enfermeiras e agentes comunitárias de saúde do Município.  "Há pessoas que tem receio de tomar os medicamentos. Já outros optam por fármacos porque a vizinha ou algum outro familiar tomou e fez bem. Por isso, é preciso se conscientizar, cada pessoa tem um organismo e um diagnóstico diferente. A automedicação traz muitas complicações como intoxicações, mal estar, porque muitos fatores precisam ser ponderados antes de ingerir cada medicamento", explica a médica.  

Dados da Farmácia Municipal de Içara, excluindo as farmácias particulares e outros serviços, mostram um nível preocupante de consumo de remédios psiquiátricos pela população. Somente em 2018, foram distribuídos 201 mil comprimidos de clonezapam 2mg e 103 mil comprimidos de Diazepan 10mg, por exemplo.  "Há medidas não farmacológicas para muitas coisas, e os próprios médicos as recomendam. No dia a dia com as famílias, percebemos que no caso de pessoas que tem problemas para dormir, por exemplo, se elas começam uma atividade física, uma caminhada, já passam a dormir melhor", ressaltou a agente comunitária do bairro Raichaski Vera Nuerberg.

A equipe do Ambulatório de Saúde Mental optou por realizar rodas de conversa, para que profissionais de diferentes áreas construam juntos melhores ações para a saúde mental dos munícipes. "Saudade mental é constituída na troca, na discussão e fazendo uma escuta de qualidade, ouvindo os pacientes e usuários de vários serviços públicos, não somente os da saúde" colocou a coordenadora do Ambulatório Marileia Pacheco.

"Quando se tem uma escuta qualificada, também se tem uma fala e um encaminhamento qualificados. Cumprimento todos os envolvidos neste debate tão importante. Considero essencial a extensão dessas ações para os profissionais dos outros setores do Governo. Com um trabalho em rede, que já é aplicado em várias outras questões, buscamos juntos melhores diagnósticos", colocou o prefeito Murialdo Canto Gastaldon, que também participou da conversa.

A programação continua na próxima semana com mais dois encontros. Dia 28, às 13h30, a roda no Ambulatório, terá como tema a importância da aceitação e da adesão ao tratamento e no dia 31, a partir das 8h30, no Auditório da Cooperaliança, o diálogo será sobre a saúde mental do trabalhador e a importância de cuidar de quem cuida.