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Governo declara emergência em quatro cidades de SC após foco de Doença de Newcastle

Medida vale por 60 dias e mobiliza fiscalização em cerca de 1,6 mil propriedades rurais no Oeste catarinense

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 20/10/2026 - 14:53 Atualizado há quase um minuto
Medida terá validade de 60 dias e abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim | Foto: Divulgação/Cidasc
Medida terá validade de 60 dias e abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim | Foto: Divulgação/Cidasc

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O governo federal declarou estado de emergência zoossanitária em quatro municípios de Santa Catarina após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus no Oeste do estado. A medida, publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU), terá validade de 60 dias e abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 962/2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco da doença foi identificado em uma propriedade de Nova Itaberaba e confirmado no domingo (18), após investigação epidemiológica e exames laboratoriais.

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Com a confirmação, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) intensificou as ações de controle e vigilância sanitária na região. A operação prevê visitas a aproximadamente 1.600 propriedades rurais, além da fiscalização do transporte de aves e de cargas em um raio de dez quilômetros do estabelecimento afetado.

Propriedade interditada e fiscalização reforçada

O estabelecimento onde a doença foi identificada permanece interditado, com a movimentação de aves suspensa e acesso restrito às equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura.

Segundo o governo estadual, a próxima etapa será a depopulação sanitária das aves da propriedade, procedimento previsto nos protocolos de erradicação da doença. Também serão realizados o descarte adequado de materiais e equipamentos que tiveram contato com os animais, além da limpeza e desinfecção das instalações.

A fiscalização também foi ampliada nas propriedades vizinhas. Das aproximadamente 1.600 unidades rurais que deverão receber visitas, pouco mais de 130 poderão passar por coletas de amostras de sangue das aves para análises laboratoriais.

Nas estradas, 40 caminhonetes foram mobilizadas por meio do programa Olho Bom para monitorar a circulação de veículos e cargas na área de vigilância. Barreiras sanitárias também foram instaladas para reduzir o risco de disseminação do vírus.

Cidasc afirmou que a população pode continuar consumindo produtos de origem avícola inspecionados | Foto: Divulgação/Cidasc

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Apesar da confirmação do foco, a Cidasc afirmou que a população pode continuar consumindo produtos de origem avícola inspecionados.

A presidente da companhia, Celles Regina de Matos, destacou que o caso foi identificado durante o trabalho rotineiro de fiscalização realizado nas granjas catarinenses.

“Nossa equipe da Cidasc detectou a doença durante o nosso trabalho de rotina feito periodicamente junto às granjas em todo o estado. O foco agora é o controle e o monitoramento das demais propriedades que possuem aves, além das nossas barreiras sanitárias na região”, afirmou.

Ela também orientou os consumidores a verificarem os selos de inspeção dos produtos adquiridos.

“Outro ponto importante é que o consumidor fique tranquilo, pois não houve qualquer tipo de problema. E observe os selos de inspeção municipal, estadual e federal, pois são eles que dão a garantia de que o produto está saudável”, acrescentou.

O que é a doença de Newcastle?

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. É causada por variantes virulentas do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1) e pode provocar impactos importantes na produção avícola.

O foco registrado em Santa Catarina foi confirmado por análises realizadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.

Diante da ocorrência, o Ministério da Agricultura notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais do Brasil, seguindo os compromissos internacionais de transparência sanitária.

As medidas de contenção e erradicação serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, com acompanhamento das autoridades sanitárias estaduais e federais.

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