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Governança familiar: Sucessão empresarial desafia famílias a se prepararem para o futuro

É importante conectar, aos 13 anos, todos os membros da família ao negócio
Por Giovana Bordignon Criciúma, SC, 22/06/2022 - 16:30
Foto: Reprodução/ 4oito
Foto: Reprodução/ 4oito

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A sucessão é um dos maiores desafios de negócios tocados por membros da própria família. Segundo o empresário e escritor especialista no tema, Bruno Luís Ferrari Salmeron, para ter uma boa governança familiar, é importante conectar aos 13 anos todos os membros da família à empresa, para que eles saibam dar valor ao negócio e, no futuro, possam escolher a profissão certa.

“Hoje, se descobriu no mundo, que a partir dos 13 anos, o membro da família - e não importa o tamanho do negócio -, comece a entender o que é o negócio de família. Porque ele pode dizer aos 18, 19 anos, que gosta e quer fazer parte, mas muitas famílias conectam as próximas gerações a partir dos 20 anos e, às vezes, é tarde demais”, ressaltou. “Trazer o tema de governança é comunicação, é equidade, tratar todo mundo na mesma base”, completou.

Salmeron participa indiretamente da empresa familiar

Para o empresário, a governança familiar é mais complicada que gestões não consanguíneas, onde não há questões familiares envolvidas. E, por isso, essa foi a decisão que ele tomou para sua carreira. Vindo da família gestora do Grupo Salmeron, empresa de soluções ambientais, na gestão de resíduos recicláveis e na geração de energia limpa, ele se afastou da indústria familiar para trabalhar em outro ramo.

 “Quando meu avô me deu a oportunidade de me afastar do negócio da família para que eu pudesse me profissionalizar, eu fui para a Europa e percebi que o mercado da mobilidade é muito mais tecnológico e inovador do que o mercado da mobilidade vertical”, contou o especialista. “Comecei experimentando, me apaixonei, estou há 25 anos no mercado, e hoje, eu percebo que o mercado automotivo é o mercado precursor na inovação”, completou.

Hoje, ele é um apoiador e gerador de riquezas da família, está fora da gestão do negócio, mas não da empresa. “Estou sempre comprovando para a minha família que eu posso ser um bom gestor a qualquer momento mesmo na empresa de outras famílias, ou seja, eu me preparei pra isso”, disse.

Membros externos devem participar do negócio

Especialista no assunto, o empresário destacou que uma tarefa indelegável em uma empresa familiar é a parte financeira. Mas, é muito importante que também hajam pessoas externas na gestão do negócio. “Eu sou muito a favor de ter um conselho misto, porque, quando existe um conselho só formado por membros familiares e ocorre uma briga na família, literalmente, a empresa fica rachada. Se você tem membros externos, e eles detectam isso com habilidade, conseguem colocar e posicionar cada membro da gestão na sua posição”, opinou.

Além disso, toda empresa precisa de conselheiros, independente do tamanho do negócio. “Ter conselheiros é humildade na gestão, é reconhecer que a gente não, necessariamente, precisa saber de tudo”, destacou Salmeron. Para formar esse grupo de pessoas, é preciso entrar na companhia, verificar qual é a necessidade dela naquele momento e fazer uma composição de conselho consultivo. “A escolha de um conselheiro não é uma coisa aleatória, é uma coisa bem trabalhada”, alertou.

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