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"Governança corporativa não é um fato, é um processo"

Empresário Edson Gaidzinski relembra sua trajetória na estreia do Programa Nomes e Marcas
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 26/05/2018 - 10:57Atualizado em 26/05/2018 - 12:43

Num bate-papo descontraído o jornalista Adelor Lessa entrevista personalidades, figuras políticas, empresários e pessoas comuns. Essa é a descrição do Nomes e Marcas, programa que estreou na manhã deste sábado (26) na Rádio Som Maior FM. E estreando o programa um grande nome da economia: Edson Gaidzinski Júnior, presidente da Eliane Revestimentos.

Gaidzinski contou que, desde pequeno, já circulava pela empresa. Mas o envolvimento com a empresa começou mais tarde, quando seu pai o obrigada a fazer estágios na empresa, por volta dos 15 a 16 anos de idade. Aos 17 anos, o empresário entrou na faculdade federal e saiu aos 21. E então foi para o Estados Unidos.

"Chegando lá eu fui estudar. Estudei em uma escola que te forma para ser um administrador internacional. E isso me abriu uma perspectiva maior do que estava acontecendo a nível não só de Estados Unidos, mas de mundo. Quando eu me formei eu apliquei 75 cartas para a Califórnia e 75 para a Florida. Eu tive três respostas da Florida. Eu fui trabalhar com um importador do material de construção, mas só da Europa. Nesta época tinham algumas ameaças de tarifas. E eu falei para ele: ‘O senhor só trabalha com cerâmica da Europa e se tiver alguma tarifa o senhor vai ter problemas. Eu aconselho o senhor a ir para a América do Sul ou para a Ásia’. Aí eu vim com ele para o Brasil, para Santa Catarina e foi a primeira vez que ele começou a importar produtos do Brasil", revelou.

Segundo o empresário a experiência foi importante para aprender sobre o funcionamento do mercado americano. Posteriormente, ele estudou sobre o mercado cerâmico e seus estudos foram vendidos para empresas americanas do setor. Ele voltou para o Brasil em 1992 e convenceu seu pai a incorporar a Eliane nos Estados Unidos. "A empresa deu certo. Era o governo Clinton. Foi um momento em que os Estados Unidos estavam crescendo. Para mim foi um aprendizado muito bom", afirmou.

Foi aos 42 anos que Gaidzinski assumiu a empresa da família, em um período conturbado. "Nossa família inteira é inteligente, é inteligente porque é organizada na questão de governança. E governança corporativa não é um fato é um processo. Infelizmente em 2002 e 2003 nós tivemos uma sequência de mortes na família. Minha avó e tio em 2002 e meu pai e primo em 2003. E mudanças quando envolvem mortes são complicadas. E como eu estava fora há algum tempo eu resolvi atualizar meu currículo e me coloquei a disposição. A família foi de acordo", revelou.