A Construtora BS, com sede em Criciúma, é investigada por supostamente comandar um esquema fraudulento que teria gerado prejuízo superior a R$ 5 milhões a um casal do município de Nova Veneza.
O inquérito policial é conduzido pelo delegado Márcio Campos Neves, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, e foi instaurado após representação formalizada por um escritório de advocacia de Criciúma, que representa o casal de Nova Veneza. Em nota, a empresa se defendeu das acusações alegando divergência societária.
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“A polícia acredita que outras vítimas caíram no golpe e a alegação que os suspeitos apresentam em casos semelhantes é sempre que o problema é de ordem civil, de dificuldade financeira, de desacordo comercial e não criminal para ganharem tempo e não serem presos”, afirma a Polícia Civil.
De acordo com levantamento realizado pela Polícia Civil, as fraudes envolvem supostas construções tanto em Criciúma quanto na cidade de Itapema. As suspeitas estão embasadas em documentos apresentados pelo advogado e em depoimentos colhidos na delegacia.
“As informações iniciais são de que ao longo de cinco anos dois sócios enganaram o casal vendendo imóveis ainda na planta sem sequer ter matrícula dos terrenos e que nunca foram entregues. O material indica possibilidade de fraude perpetrada para tirar do casal mais de 5 milhões de reais”.
Sócios estariam ‘vivendo no luxo’
Há ainda suspeita de existência de contratos fraudulentos, apresentados por terceiros em nome dos investigados, com o objetivo de viabilizar o controle da comissão de clientes que buscam o ressarcimento e as medidas judiciais cabíveis no âmbito de assembleia de credores.
A Polícia Civil também aponta que os dois sócios investigados estariam vivendo “no luxo” em Balneário Camboriú. Segundo a investigação, mesmo sem imóveis em construção, o escritório da construtora permaneceria aberto para vendas.
O prazo para conclusão da investigação é de até 30 dias.
Construtora BS alega divergência societária
Em comunicado publicado nas redes sociais, a Construtora BS sustenta que a repercussão em torno da investigação não reflete “a realidade operacional ou a idoneidade da empresa”.
“A narrativa divulgada trata-se, na verdade, de um desdobramento unilateral de uma divergência societária com um antigo integrante da empresa, fato este que já está sendo devidamente tratado na esfera jurídica competente”.
A empresa afirmou que segue com suas atividades, passando por um processo de reestruturação.
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