Uma empresa que administra US$ 15,3 trilhões em ativos esteve representada em Criciúma na noite desta terça-feira (29). A BlackRock, considerada a maior gestora de ativos do mundo, foi um dos destaques do “Patrimônio sem Fronteiras”, evento promovido pela API Capital para discutir investimentos internacionais e diversificação patrimonial.
Realizado no El Tarquin, o encontro recebeu Pedro Araújo, Vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da BlackRock, além de representantes da API Capital e da Avenue. A programação abordou estratégias globais de investimento, ETFs e alternativas para ampliar a exposição do patrimônio a mercados fora do Brasil.
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Os US$ 15,3 trilhões administrados pela BlackRock correspondem ao volume de ativos sob gestão informado pela companhia ao fim do segundo trimestre de 2026. Durante o encontro em Criciúma, Araújo apresentou a gestora e abordou produtos e estratégias disponíveis no mercado internacional.
Criciúma como porta de entrada em SC
Além da discussão sobre o mercado global, o evento marcou a estratégia de expansão da API Capital em Santa Catarina. Com origem no Rio Grande do Sul, a consultoria mantém uma unidade em Criciúma e pretende ampliar a presença na cidade.
Segundo o diretor comercial e sócio-fundador da API Capital, Guilherme Folchini, a escolha pelo município está relacionada ao potencial econômico da região e à intenção da empresa de aumentar a atuação no estado.
“É um prazer enorme trazer esse evento para Criciúma. É uma praça que representa bastante para a gente. Temos uma unidade aqui e nossa ideia é crescer o número de pessoas no médio prazo. Somos uma empresa essencialmente gaúcha e estamos tentando entrar em Santa Catarina através de Criciúma, porque vemos um polo potencial muito importante dentro do estado”, destacou.
Durante a abertura do encontro, Folchini também apresentou a atuação da API Capital. A empresa trabalha com planejamento e acompanhamento patrimonial, investimentos, estruturação financeira e estratégias voltadas à preservação do patrimônio no longo prazo.
Para o diretor, a preocupação principal do empresário costuma estar concentrada no próprio negócio, enquanto o patrimônio acumulado ao longo dos anos demanda uma estratégia diferente.
“A nossa função é a manutenção e a segurança desse patrimônio”, resumiu Folchini durante a apresentação.
Investimentos fora do Brasil ganham espaço
A internacionalização dos investimentos foi um dos principais temas da noite. Folchini avalia que a prática ainda é pouco utilizada pelo brasileiro, embora venha ganhando espaço à medida que plataformas e instituições facilitam o acesso a ativos no exterior.
Segundo ele, não existe um percentual único que possa ser aplicado a todos os investidores. A composição depende dos objetivos, das características e até dos planos futuros de cada família.
“Cada família tem uma estrutura, cada pessoa tem uma ideia. Tem gente que pensa em morar fora e gente que não pensa. Então, dependendo do perfil da família, destinamos um percentual da carteira para investimentos internacionais”, explicou.
Folchini considera que manter uma parcela do patrimônio fora do Brasil pode funcionar como uma forma adicional de diversificação, permitindo acesso não apenas ao mercado norte-americano, mas a ativos de diferentes partes do mundo.
“Manter 100% do patrimônio no Brasil não faz sentido”
Representando a Avenue, parceira da API Capital no evento, Gabriel Dutra também destacou a mudança de comportamento do investidor brasileiro em relação ao exterior.
Para explicar a concentração dos investimentos no país, Dutra comparou o mercado financeiro a uma gôndola de supermercado: ao permanecer apenas no mercado brasileiro, o investidor limita as alternativas disponíveis dentro de um universo global muito maior.
“O brasileiro entende, a cada dia que passa, que manter 100% do patrimônio no Brasil não faz o melhor sentido. Quando você olha para um mercado global, percebe que estar restrito apenas ao Brasil significa estar exposto a uma pequena fatia do que o mercado pode oferecer”, afirmou.
Dutra também apontou a exposição a moedas estrangeiras como outro elemento considerado na construção de uma carteira diversificada. Durante o evento, a Avenue apresentou possibilidades de acesso a investimentos internacionais e a utilização de ETFs, fundos negociados em bolsa que permitem exposição a diferentes mercados e classes de ativos.
Acic destaca troca de conhecimento
O encontro também contou com a presença do presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Franke Hobold. Para ele, receber especialistas e discussões desse tipo contribui para atualizar empresários e executivos da região sobre temas que fazem parte da gestão patrimonial.
“É sempre importante que se tragam novos assuntos para debater em Criciúma. Estamos vendo empresários e executivos discutindo essa questão patrimonial e tendo a oportunidade de ouvir pessoas que podem trazer atualização sobre o assunto. Essa troca de informações é importante que aconteça aqui também”, afirmou.
O encontro reuniu empresários e convidados para uma noite voltada à discussão sobre planejamento patrimonial, diversificação e acesso aos mercados internacionais.
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