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Gestão e planejamento: combinação para “driblar” os impactos da pandemia na construção civil

Construtora de Criciúma cresceu com segurança financeira, apesar da alta de diversas matérias-primas
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 18/11/2021 - 15:03
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Entre o otimismo pela perspectiva de aquecimento do mercado e os seguidos aumentos do custo de materiais, a construção civil, setor considerado um “termômetro” da economia, vive um momento desafiador. O último levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre o mês de setembro, apontou o melhor desempenho do ano, com 65 pontos, demonstrando uma constância positiva nesse indicador no segundo semestre, após uma primeira metade do ano com sucessivas baixas.

A aceleração do ritmo vem sendo a tônica da Concretur, construtora sediada em Criciúma que está entre os 55% das empresas brasileiras do setor cujos principais problemas no ano tem sido a falta ou atraso e a elevação do preço das matérias-primas, também segundo a CNI (levantamento de outubro/2021). Cenário de obstáculos que precisaram ser vencidos para o cumprimento dos prazos de entrega.

“Estamos cumprindo rigorosamente os empreendimentos contratados, e além disso, vislumbramos a entrega antecipada do Residencial Supreme nos próximos meses. Tivemos problemas na aquisição de algumas matérias-primas, como o ferro, que por um momento faltou e precisamos buscar de um fornecedor no mercado externo, mas sempre que possível demos prioridades aos parceiros locais”, conta o diretor geral da Concretur, Cristiano Marques.

No mercado local, alguns insumos da construção civil chegaram a dobrar de preço na pandemia, fazendo com que o custo ficasse acima do CUB (custo unitário básico, principal indicador para balizamento dos valores de contratos de aquisição de imóveis e que nos últimos meses ficou na média de 18%).

Graças a contratos pré-fixados para fornecimento de longo prazo feitos antes de março de 2020, a construtora não teve redução em parte das matérias-primas. “Por uma questão de organização interna e para garantia do seguimento das obras, sempre procuramos estabelecer essas parcerias de longo prazo que também nos dão margem para preços. Assim ficamos protegido de parte dos aumentos de valores, principalmente tijolo, areia e cimento”, explica Marques.

Crescimento na crise

Depois de meses difíceis, o setor da construção civil foi um dos primeiros a dar sinais de recuperação no contexto econômico regional, avalia Marques. A retomada dos investimentos aliada à gestão eficiente nos tempos mais difíceis viabilizou o crescimento da empresa nos últimos meses, com a equipe ampliada. “Sempre procuramos trabalhar com uma administração enxuta com uma atenção especial às obras. O time qualificado, com uma comunicação bem alinhada, faz com que tenhamos um desempenho acima da média. Nosso próximo empreendimento (Residencial Supreme) por exemplo, conseguiremos concluir um ano antes do prazo contratual”, revela.

Outras práticas prezadas são o relacionamento interpessoal com os colaboradores e parceiros. “Procuramos envolver nosso público interno nos propósitos da empresa e deixar cada um nas funções que sabem fazer melhor. E nas parcerias com empresas da região, com confiança mútua, podemos crescer juntos. Tudo isso faz diferença e tem dado muito resultado”, afirma o diretor da Concretur.