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Funcionários da Santa Libera na expectativa de retorno às atividades

São 35 funcionários que estão há sete meses sem receber; assembleia ocorre na próxima terça-feira
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Forquilhinha - SC, 05/11/2019 - 16:14

Funcionários estão na expectativa para que a Metalúrgica Santa Libera retome as atividades em Forquilhinha. O sindicato dos metalúrgicos esteve reunido com o proprietário, que afirmou ter um encontro com investidores na quinta-feira que poderá dar uma sobrevida à empresa.

A Santa Libera emprega aproximadamente 35 funcionários; eles estão sem receber há sete meses. A situação na empresa se arrasta há bastante tempo. No mês passado, o sindicato denunciou o sumiço de maquinários. Nesta terça-feira, um oficial de justiça esteve na sede para avaliar os bens da empresa. A expectativa do sindicato é de que, se não retomar as atividades, os bens sejam penhorados.

“O que tem de bem acredito que não consegue pagar os funcionários. São máquinas velhas, sucateadas, mas torcemos que o investidor que vai conversar na quinta-feira toque a empresa, porque aí consegue pagar os funcionários”, falou o presidente do sindicato dos metalúrgicos, Francisco Pedro dos Santos.

No Sul catarinense, o setor metalúrgico  emprega aproximadamente 12 mil pessoas. Na avaliação de Francisco, há empresas em bom momento econômico, realizando contratações, mas outras, a exemplo da Milano, que deve decretar falência, e da Santa Libera, que está em situação delicada, não conseguem a recuperação.

É o caso de uma empresa em Caravaggio, que emprega 450 funcionários. O salário ainda é pago em dia e a empresa está em atividade, mas há atrasos no fundo de garantia e o fantasma do pedido de recuperação judicial. 

Assembleia na terça-feira

Depois do sumiço das máquinas, funcionários da Santa Libera marcaram um protesto em frente à casa do proprietário da empresa. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira, quando ele estava reunido com o sindicato para dar respostas sobre o retorno das atividades ou o pagamento da dívida de mais de sete meses.

Depois da reunião, o sindicato marcou uma assembleia com os funcionários da Milano e da Santa Libera para a terça-feira da semana que vem, com a presença do advogado e do proprietário das empresas. 

Funcionários colaram cartazes em frente à residência do proprietário da empresa