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Falta de vacinas mais notícias falsas

Lote recente tem metade das doses esperadas; Gerência descarta novo óbito; há uma morte até agora
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 31/08/2018 - 07:19
Divulgação
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O alarme da região com casos de meningite vem sendo solo fértil para notícias falsas sobre a doença. “Estamos preocupados. É muita informação inverídica que as pessoas propagam”, afirmou a secretária de Saúde de Criciúma, Francielle Gava, ao comentar a especulação de uma suposta morte ontem, no fim da tarde. “Só temos uma morte registrada na região, aquela da menina de Criciúma no dia 14”, reforçou o gerente regional de Saúde, Fernando de Faveri.

Temerosas das repercussões das informações equivocadas, as autoridades em saúde da região agendaram para segunda-feira uma reunião, em Criciúma, com o diretor da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), Eduardo Macário. “Ele vem conversar com os secretários da Amrec, com equipes das vigilâncias para atualizar informações, orientações e tranquilizar a todos, pois estamos tomando os cuidados”, salientou Faveri. 

A secretária de Criciúma não vê anormalidades nos casos atuais. Em Criciúma são dois confirmados, com um óbito e o menino de dois anos que está por ter alta do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão. “Meningite sempre existiu nessa proporção”, destacou Francielle. Em Içara, onde há dois casos em observação, a situação é considerada sob controle. “As crianças seguem internadas e passam bem. O primeiro caso deu inconclusivo e o segundo é meningite bacteriana”, confirmou a secretária Jaqueline dos Santos.

Falta de vacinas

Outra preocupação diz respeito ao estoque de vacinas contra a meningite, em baixa na região. “Chegou metade do que era previsto. Já fizemos uma nova solicitação. Não é só na nossa região que aconteceu isso, mas no país inteiro”, apontou Fernando de Fáveri. “O Ministério da Saúde se comprometeu a fazer uma nova licitação, até mesmo uma licitação internacional, porque eles estão com dificuldades para produzir, já que a procura é em larga escala”, explicou. Como as doses não foram entregues por completo, poderá haver remanejamento, caso sobre em alguma unidade.