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“É mais amigo do PDT de Ciro Gomes e do comunista Leonel Brizola do que dos bolsonaristas”, diz Ana Campagnolo sobre Moisés

Deputada comentou sobre o processo de impeachment do governador em seu perfil do Facebook
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 16/01/2020 - 09:03Atualizado em 16/01/2020 - 09:11
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

A deputada estadual Ana Campagnolo (PSL), é mais uma política que não poupa críticas ao atual governador de Santa Catarina, Carlos Moisés - o qual recebeu um pedido de impeachment protocolado pelo advogado Ralf Guimarães Zimmer. Em seu perfil do Facebook, a deputada comentou sobre o processo de impeachment do governador e o seu posicionamento no Estado. 

De acordo com Campagnolo, Moisés aproveitou a popularidade do presidente da república, Jair Bolsonaro, para realizar a sua campanha e, na primeira oportunidade, traiu não só o presidente como também os seus ideais. “O Moisés da Bíblia separou as águas para o povo passar, esse aqui de Santa Catarina mistura água de todo tipo de poço e tenta afogar quem reclama de qualquer coisinha que ele faz”, disse.

Confira logo abaixo o texto publicado pela deputada em sua rede social: 

O Governador é aquele sujeito que todos nós acompanhamos desabrochar ao contrário: fez campanha usando o furacão de popularidade de Jair Bolsonaro para, na primeira oportunidade, trair tanto ao Presidente quanto aos seus ideais. Nem os políticos de esquerda têm agido assim no Brasil. Já o Moisés catarinense foi ingrato com os que o elegeram e presenteou aos que tentaram eleger a outros: recebeu mais membros do MST do que suplentes e ativistas de seu próprio partido no palácio onde mora. É mais amigo do PDT de Ciro Gomes e do comunista Leonel Brizola do que dos bolsonaristas que tão voluntariamente fizeram campanha para um aleatório.

O Moisés da Bíblia separou as águas para o povo passar, esse aqui de Santa Catarina mistura água de todo tipo de poço e tenta afogar quem reclama de qualquer coisinha que ele faz. O ego é faraônico. Escora-se em um ou outro acerto de gestão (afinal, para estragar uma belezura como SC tem que fazer muito mais esforço), mas quem tem juízo sabe: infidelidade e ingratidão são os piores defeitos de um ser humano. E esse tipo de canalhice não tem nada a ver com direita ou esquerda, afinal, a esquerda jamais teria chegado tão longe se liderada fosse somente por ingratos traidores. No entanto, um processo de impeachment não julga essas tão desgostosas marcas de caráter, embora seja fundamental o sujeito prestar ao menos um pouco. Um processo de impeachment avalia apenas técnica e legalmente a conduta do “Góvi” e se incorreu ou não em alguma natureza de “crime administrativo”.

Não é uma tese absurda. O pedido tem fundamento e o Defensor Público Dr. Ralf Zimmer (autor do pedido) tem uma reputação consolidada no meio jurídico catarinense. Por mais que eu não concorde com muitos de seus posicionamentos ideológicos, creio que deva ter se valido de seus reconhecidos atributos técnicos na escrita das 135 páginas do processo, e isso diz muito: é mais um cidadão proeminente a perceber que, por uma razão ou outra, Moisés precisa ser chutado para fora do governo. E, certamente, esse não será o primeiro nem o último a considerar um impedimento necessário contra o maior promotor de baladas agronômicas do Estado.