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“Do céu ao inferno”

De vaiado contra a Chapecoense a aplaudido contra o Tubarão, Daniel Costa comenta os altos e baixos no Tigre
Por Lucas Renan Domingos Criciúma, SC, 20/03/2019 - 10:57
Foto: Daniel Búrigo / Arquivo / A Tribuna
Foto: Daniel Búrigo / Arquivo / A Tribuna

A vida de Daniel Costa tem sido uma verdadeira montanha russa de emoções no Criciúma. Apesar de ser o atual artilheiro do Tigre, com cinco gols marcados na temporada, o camisa dez Tricolor vem vivendo altos e baixos na equipe. Quando não está bem, a torcida tem costumado a criticar o atleta. Por outro lado, quando consegue agradar os carvoeiros com seu futebol, o reconhecimento vem.

“Do céu ao inferno em 90 minutos. É esse o futebol. Compreensível a raiva do torcedor e quando eles aplaudem”, disse o jogador. Os dois últimos jogos do Criciúma ilustram bem essa situação.

Contra a Chapecoense, pela 12ª rodada do Campeonato Catarinense, a jogada do gol do adversário, que determinou a derrota do Tigre, saiu de um erro de passe de Daniel. O meio-campo tentou fazer um cruzamento e pegou mal na bola. “Foi um lance bobo, que eu não costumo errar, mas aconteceu”, lamentou o jogador

O restante da jogada, o torcedor lembra bem. A Chapecoense roubou a bola, armou o contra-ataque, Perotti chutou, Luiz defendeu e no rebote Augusto mandou para a rede. De imediato, a cada vez que Daniel Costa encostava na bola o som no Heriberto Hülse era de vaias para o meio-campista.

“O torcedor é emoção e era mais um clássico. Ainda não conseguimos vencer um clássico. Então é totalmente normal e compreensível. Fiquei chateado não pelas vaias, mas pelo resultado e por eu também, diretamente ter errado no lance do gol”, revelou.

A volta por cima

A resposta veio no jogo seguinte. Contra o Atlético Tubarão, o árbitro Fernando Henrique de Medeiros Miranda assinalou um pênalti em cima de Derlan aos dois minutos do segundo tempo. Daniel Costa foi para a cobrança e fez. Na comemoração, correu em direção a torcida e foi aplaudido. Desta vez, foi ele quem deu a vitória do Criciúma.

“Sou um cara bem consciente e bem tranquilo. Sei da minha qualidade e nada vai me abalar. Estou me esforçando sempre para poder errar o menos possível. Na minha função eu tenho que tentar. Se eu não tentar, o time vai ficar burocrático”, disse o jogador.

“Tem que ter equilíbrio. Quando vier os aplausos não achar que você é o melhor. Quando errar também não achar que é o pior. Sempre ter um meio termo. Futebol é assim. Estamos há um tempo aí e sabemos como funciona”, acrescentou.

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