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Dívida do transporte coletivo de Criciúma pode chegar a R$ 30 milhões

Desequilíbrio financeiro entre as empresas e a prefeitura foi debatido nesta terça (7)

Sophia Rabelo e Davi Brabos Criciúma, SC, 07/04/2026 - 12:31 Atualizado há 1 hora
Atraso do pagamento pode provocar paralisação do transporte público em Criciúma - Foto: Arquivo/4oito
Atraso do pagamento pode provocar paralisação do transporte público em Criciúma - Foto: Arquivo/4oito

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O Conselho Municipal de Transportes de Criciúma debateu, na manhã desta terça-feira (7), o desequilíbrio financeiro no contrato entre a prefeitura e as empresas responsáveis pelo transporte coletivo. A situação envolve uma dívida estimada em R$ 20 milhões ao longo de três anos, podendo chegar a R$ 30 milhões ao fim de quatro anos de contrato.

Segundo o consultor da Cribus, Ronaldo Gilberto de Oliveira, o cenário compromete a manutenção do serviço. Ele aponta que o sistema opera com déficit mensal de aproximadamente R$ 1,7 milhão, que representa um valor abaixo do necessário para o equilíbrio financeiro.

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De acordo com ele, quando há déficit, é preciso a entrada de subsídio para manter o funcionamento. "Para que o sistema funcione naturalmente, é necessário R$ 1,5 milhão de subsídios. E a empresa recebe só R$ 500 mil", contou Ronaldo, em entrevista ao portal 4oito.

A Prefeitura de Criciúma, apesar de ter enviado um representante, não se manifestou sobre o tema.

Inconsistência de informações causa dúvida sobre valor da dívida

Para o Sindicato dos Motoristas de Criciúma, há inconsistência nas informações repassadas pela Agir (Agência Intermunicipal de Regulação de Serviços Públicos) "A empresa já tinha que ter isso pra mostrar pra nós aqui. Vou sair daqui sem saber quem deve pra quem", desabafou o presidente do sindicato, Clésio Fernandes, o Buba.

Os representantes pediram para agência entregar um documento que defina os valores pendentes dos últimos três anos. A Agir, no entanto, nega qualquer tipo de desequilíbrio e inconsistência financeira.

Autoridades do transporte público se reuniram nesta terça - Foto: Sophia Rabelo/4oito

"Um fala R$ 30 milhões, outro fala R$ 20 milhões, daí foi contratado a Agir para ela utilizar esse valor, e ela só veio se explicar um monte de encrenca, mas a dívida ela não fala. Estamos tudo perdidos, nós sabemos o nome dos cachorros do terminal, mas não sabemos quanto é a dívida", disse Buba.

Déficit e impacto no sistema

Durante a reunião, foram apresentadas as principais causas do desequilíbrio financeiro. O conselho destacou que a defasagem entre custos e arrecadação tem pressionado o contrato, dificultando a operação do transporte público. "É importante que haja esse contraponto de ambas as partes discutindo, mas importa destacar que não houve uma solução", disse Ronaldo.

O presidente do Conselho Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) de Criciúma, Eduardo Topanotti, afirmou que o déficit recorrente exige medidas para recompor o sistema e garantir a continuidade do serviço.

Encontro aconteceu na Secretaria Municipal da Comunicação - Foto: Sophia Rabelo/4oito

Possível paralisação dos ônibus em Criciúma

Buba informou que a Agir tem um prazo de até cinco dias para entregar a planilha com os valores atualizados. Caso contrário, há a possibilidade de uma paralisação dos ônibus no município, afetando diretamente a vida dos criciumenses. 

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