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Divergência entre sindicatos e comércio fechado no feriado

Convenção coletiva não foi assinada, e lojas não deverão abrir na segunda-feira
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 04/09/2020 - 09:39Atualizado em 04/09/2020 - 09:42
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

Um impasse entre sindicatos dificulta a abertura das lojas no feriado do dia 7 de setembro, na próxima segunda-feira. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Criciúma e Região (Sindilojas), Renato Carvalho, falou ao Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, que a dificuldade está em torno da convenção coletiva “O que está dificultando a negociação e a abertura em especial no dia 7 de setembro é que a convenção coletiva que venceu em 31 de abril e não foi renovada, estamos em tratativas, não evoluiu. E na quarta-feira, íamos assinar a convenção, tudo certo, simplesmente em um momento de falta de sensibilidade, não quis assinar a convenção e também não quis assinar um termo aditivo para que em especial as lojas em shoppings e lojas de rua que quisessem abrir neste dia pudessem abrir e ele não quis assinar. Infelizmente uma falta de sensibilidade em um momento tão complicado que estamos enfrentando”, comentou.

A “falta de sensibilidade” citada por Carvalho seria por parte do presidente do sindicato dos empregados do comércio, Gelson Gonçalves que apresentou a sua versão. “Não firmamos a convenção com relação ao feriado, porque a nossa convenção que venceu no dia 31 de abril, constava R$ 86 para pagar para o empregado, mais um dia de folga, mais o lanche, refeição que tinha que dar para o empregado, além da despesa de transporte, caso fosse necessário. Eles queriam apenas firmar um novo termo trocando um dia por um dia. Isso a gente não aceita de jeito algum.  A proposta nossa é trocar um por dois. O empregado trabalha no feriado e folga dois dias depois. Não é na semana seguinte. Tínhamos um beneficio a mais, tiraram o beneficio para ficar sem nada?”, citou.

Contribuição

Renato Carvalho relatou ainda outro impasse: a contribuição sindical. “O que está pegando para fechamento da convenção é a contribuição que insiste em querer que o empresário desconte em folha, o que não podemos fazer sem o aceite do colaborador. Não podemos colocar nenhum débito sem autorização do colaborador. E nós insistimos que o colaborador que queira colaborar com o sindicato, dá o aceite, um documento, ou um Whatsapp ou um e-mail para a empresa, ou que mande uma mensagem para o sindicato laboral, com cópia para a empresa, dizendo que não aceita. O que o Gelson quer é que nós descontemos sem autorização do colaborador, e que o colaborador vá depois vá com direito de oposição no sindicato dele e diga que não quer que desconte e devolva para a empresa. Em um momento que estamos em um mundo digital, sem a necessidade de ter a presença de pessoas para fazer qualquer tipo de prática, ele insiste em dizer que as pessoas têm que ir no sindicato dizer que não quer. Não tem cabimento mais isso”, concluiu.

Sobre o assunto, Gonçalves apresenta também o seu lado. “Acho que o Renato está se equivocando. Eles querem impor e imposição nós não aceitamos. Negociação é diálogo, não é imposição. Já firmamos isso em feriado anterior com dois dias. A contribuição é um produto da convenção e nós não aceitamos intervenção no nosso sindicato. A nossa categoria que determina não é o sindicato patronal. A inflação deu 2,46%, eles querem repassar 2,19%. Nunca negociamos menos que a inflação, já deu lá embaixo e ainda querem negociar lá embaixo”, pontuou.