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Desde criança Ada de Luca sabia que seguiria na política

Deputada foi a convidada deste fim de semana do Nomes & Marcas
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 08/08/2019 - 11:32
(fotos: Erik Behenck)
(fotos: Erik Behenck)

Vinda de uma família de políticos, Ada de Luca (MDB) dificilmente teria tomado outro caminho. Hoje está em seu quarto mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), tendo assumido pela primeira vez em 2007. Aos 70 anos, sua ligação com a política vem desde os tempos de escola, passando pelo regime militar. Essas e outras histórias ela contou no Nomes & Marcas.

“A minha vida começou na política com 8 ou 9 anos, que eu ia com o meu pai de mãos dadas em comícios. Na escola sempre eu fui líder de classe, eu nunca parei, é uma coisa que eu gosto e corre no meu sangue, é igual oxigênio. Todos temos uma bandeira e eu nunca parei”, afirmou a deputada.

Seu avô Addo Caldas Faraco foi prefeito de Criciúma por quatro mandatos, governando a cidade por mais de 15 anos. Seu pai, Addo Vânio Faraco, foi perseguido durante a ditadura militar, segundo ela, apenas por ser contrário ao que pensavam os governantes da época. Isso motivou Ada tomar outros caminhos e lutar pela democracia.

“Veio o golpe militar, meu pai ficou preso oito meses, quatro meses sem receber a luz do sol. A minha mãe recebia pensão de viúva e nós não podíamos vender nada, porque ele estava vivo. Eu continuei fazendo política da mesma maneira, fui muito descriminada por ser a filha de quem eu era”, afirmou.

Segundo ela, até mesmo nas missas havia perseguição por parte do padre, que criticava os tais comunistas, desde então deixou de ir na igreja. Quando tinha 18 anos casou-se com o político Walmor de Luca, que foi deputado federal por quatro mandatos, com quem vive até hoje.

Carreira na política

Advogada, Ada foi morar em Brasília, ainda na época do regime militar, atuando em movimentos que lutavam pela volta da democracia. Ajudou na organização do MDB local, concorrendo como vice-governadora nas eleições de 1990. Hoje ela vê que os partidos estão desestruturados, até mesmo o MDB aqui na cidade.

Sua primeira disputa por uma cadeira da Alesc aconteceu em 2006, depois de prometer para o pai doente que iria concorrer. “Eu prometi que seria candidata, não importava se ia fazer dez votos. Agora eu estou no quarto mandato”, revelou. Hoje ela acredita que contribuiu em importantes segmentos para o estado.