A defesa de pautas conservadoras e a independência política devem continuar no centro da atuação de Jessé Lopes (PL) caso seja reeleito para um terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Candidato à reeleição, o deputado afirma que não pretende mudar o perfil que adotou desde a chegada ao Legislativo.
Em entrevista à Rádio Som Maior, Jessé avaliou os dois mandatos e enfatizou que sua postura política foi construída a partir de convicções. Ele lembrou que rompeu com o governo de Carlos Moisés poucos meses após assumir o cargo e, posteriormente, passou a apoiar a gestão de Jorginho Mello.
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“Eu mostrei no primeiro mandato que eu posso ser um outsider, que eu posso ser um cara independente. E é isso que eu busco na política: a independência”, destacou.
Candidato quer manter mesmo perfil no terceiro mandato
Para o deputado, o principal compromisso com o eleitor é continuar defendendo as mesmas pautas que marcaram sua trajetória política.
Entre elas estão a oposição ao aumento de impostos e a defesa de posições conservadoras.
- Manutenção da atuação alinhada à direita e ao conservadorismo;
- Defesa de pautas ligadas à família;
- Independência em relação ao governo e às decisões políticas.
“Meu perfil está desenhado, está traçado. Não tenho como, em dois mandatos, oito anos de parlamento, fazer uma coisa e dizer que agora vou fazer algo diferente”, declarou.
Jessé também afirmou que pretende continuar buscando o chamado “voto orgânico”, baseado na identificação do eleitor com suas ideias, e não na distribuição de cargos ou recursos.
Apoio a Carlos Bolsonaro para o Senado
A eleição para o Senado também foi abordada durante a entrevista. Jessé confirmou apoio a Carlos Bolsonaro e afirmou que espera que o próximo senador tenha uma postura de oposição ao governo federal caso Lula seja reeleito.
Na avaliação do deputado, Carlos representa uma alternativa para os eleitores de direita e conservadores de Santa Catarina.
Jessé também fez críticas à possibilidade de eleição de Esperidião Amin, citando a idade do senador e o perfil político de seu suplente.
Deputado critica modelo do Bolsa Família
Questionado sobre sua posição em relação ao Bolsa Família, Jessé disse que não é contra ao programa, mas defendeu mudanças nos critérios para concessão do benefício. Conforme ele, o auxílio deve atender pessoas que realmente precisam, mas não pode ser utilizado como incentivo para que trabalhadores deixem de buscar empregos formais.
O parlamentar também respondeu a questionamentos sobre benefícios destinados aos deputados e afirmou que utiliza poucos recursos públicos em comparação com outros parlamentares.
- Jessé disse ter utilizado cerca de R$ 5 mil de verba de gabinete em 2025;
- Afirmou não utilizar diárias e passagens;
- Disse que deixou a profissão de dentista para se dedicar ao mandato.
Na entrevista, o deputado também avaliou a disputa pelo Governo de Santa Catarina e declarou apoio à continuidade de Jorginho Mello no cargo.
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