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De 10% a 15% dos casos de câncer de mama têm origem genética

Live com o mastologista, Erik Winnikow, abriu a campanha Viva Mais da Som Maior e do 4oito
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 07/10/2021 - 17:56Atualizado em 07/10/2021 - 18:24
Foto: Marciano Bortolin/4oito
Foto: Marciano Bortolin/4oito

Uma live abriu a campanha Viva Mais da rádio Som Maior e do portal 4oito na tarde desta quinta-feira, 7. 

O médico mastologista, Erik Winnikow, concedeu entrevista à Pity Búrigo, durante o programa Ponto a Ponto, que também foi transmitido pelo Instagram.

Durante 45 minutos, ele falou sobre o tema: “Câncer de mama: como previnir?”. O projeto viva mais tem o oferecimento da Unimed Criciúma, Unesc, Nações Shopping e Mastoclínica.

Entre os assuntos, ele falou dos fatores que contribuem com o surgimento do câncer de mama e que de 10% a 15% dos casos de câncer de mama têm origem genética.

O médico também citou a importância da prevenção. “Quando falamos de prevenção, temos na saúde pública a prevenção primária e a secundária. Exemplo da primária são as vacinas, com da Covid-19. Ela vai evitar que a pessoa desenvolva a doença. No caso do câncer de mama, o que pode ser feito de prevenção primária são ações que visam qualidade de vida em geral: evitar a obesidade, ter alimentação saudável, não beber em excesso, não fumar, preferível que tenha filhos antes dos 30 anos de idade. A secundária, seria uma forma de fazer o diagnóstico o mais precoce possível, se faz com o exame de mamografia, o exame de toque, mulheres com alto risco pode ser a ressonância magnética das mamas”, salientou.

Winnikow atua na área desde 2002 e lembra que, enquanto para a maioria das pessoas este tema surge com maior força no mês de outubro, ele convive todos os dias do ano. “O Outubro Rosa foi um dos primeiros movimentos que inicialmente era para conscientizar as mulheres, levar a informação. O câncer de mama é o mais comum nas mulheres. O mês de outubro serve como conscientização e reforço dos cuidados. A gente vive todos os dias do ano, não é fácil. É uma área delicada por se tratar de oncologia. São doenças que podem ter um desfecho ruim, mas graças a Deus muitos estudos são feitos na busca por tentar não só prevenir, mas principalmente na busca de tratamentos eficazes e aumentar as chances de se curar”, disse.

Um dos momentos difíceis, falou o profissional, é o momento de repassar o diagnóstico. “Tentamos de alguma forma acolher as pacientes, transmitir a positividade de que o câncer de mama tem grande chance de cura, ser um ombro amigo naquele momento que o chão desaba para as mulheres, filhos e outros parentes. Ao longo de quase 20 anos de profissão vamos aprendendo a lidar com esta situação, e até a separar a vida pessoal e profissional. Já perdi noites de sono pensando no diagnóstico que dei para as mulheres. É complexo, mas alguém tem que fazer isso e coube a mim estudar e fazer o melhor possível”, citou.

O médico contou porque optou por esta especialização. “Eu decidi fazer ginecologia porque um amigo me incentivou a fazer e trabalhar com ele, me formei e as portas meio que se fecharam em Blumenau, tentei na área buscar algo novo, e em 2001 me especializei em mastologia, que era relativamente nova”, relatou.

Cuidados

O médico concluiu comentando sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a doença. “A todo momento estamos expostos a cancerígenos, desde a exposição solar, que aumenta o risco de câncer de pele, também tomamos bebidas alcoólicas, refrigerantes, alimentos condimentados. A todo momento estamos expostos a produtos e situações que aumentam o risco de câncer em geral. Nós sabemos o que faz mal para o nosso corpo, então cabe a cada um fazer a reflexão sobre o que quer para a sua vida. Que as mulheres façam o auto exame, a mamografia. Temos excelentes clínicas em Criciúma com equipamentos de última geração, além de ótimos profissionais na área”, pontuou. 
 

Ouça  a entrevista na íntegra: