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Dal Farra, Maringá e a aposta em Wilsão como técnico

Para presidente, "Wilsão é o nosso treinador". Para o diretor, "é o auxiliar técnico permanente"
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 25/08/2019 - 16:58
Jaime Dal Farra com o repórter Jota Éder ontem, em Curitiba / Divulgação
Jaime Dal Farra com o repórter Jota Éder ontem, em Curitiba / Divulgação

O empate em 0 a 0 com o Paraná não fez mudar as opiniões que o presidente Jaime Dal Farra e o diretor executivo de futebol do Criciúma, João Carlos Maringá, expressaram antes da partida deste sábado. Para eles, com sensíveis diferenças nos argumentos, Wilson Vaterkemper tem que continuar técnico do Tigre.

"Wilsão é o nosso treinador. Dá para ver o brilho nos olhos dele, a motivação. Acho que está fazendo um trabalho legal, o time mudou a postura", afirmou Dal Farra. "Estamos pensando jogo a jogo, o grupo já conhecia ele, essa relação está muito boa, com o grupo e a comissão técnica. Isso é importante", defendeu. "Acreditamos que o Wilsão vai fazer um grande trabalho, esperamos contar com ele até o final. A gente sente que vamos conseguir os resultados que esperamos com o Wilsão", emendou.

O treinador interino, no comando desde a saída de Gilson Kleina, somou 5 pontos em doze disputados. Com ele o Criciúma venceu o Sport, empatou com Londrina e Paraná e perdeu para o Bragantino. "Temos certeza que vamos sair dessa situação difícil. A gente busca forças, energias, com a ajuda do torcedor que foi extraordinário contra o Bragantino, aplaudiu a vontade, a gana do clube", destacou. Dal Farra revelou que um grupo de empresários doou R$ 20 mil de prêmio para os jogadores na partida de segunda-feira passada. "Foi criado um clima", comentou.

Além das virtudes de Wilsão como técnico, Dal Farra refere a condição dele de ex-jogador vitorioso do próprio Criciúma. "Estamos tocando com o Wilsão, está tocando o trabalho, motivando, é um ex-atleta, fala a linguagem dos atletas, os atletas estão confiando no trabalho dele, trabalhando por ele, pelo Criciúma e por nosso torcedor. O investimento, se for necessário, vamos fazer, temos feito, para colocar o Criciúma no lugar que ele merece", registrou.

Wilsão depois do 0 a 0 de ontem em Curitiba / Foto: Jota Éder / Timaço / Rádio Som Maior

Maringá e a definição

Já o diretor executivo encontrou uma definição para a função de Wilson. "Se o Wilsão ficar mais 20 jogos, ele não será chamado de técnico. Será chamado de auxiliar técnico permanente, pois ele tem desejo de continuar no clube. Se ele for efetivado de técnico, o próximo treinador que vier não vai trabalhar com ele", disse.

Maringá não nega que gostaria de ficar com Wilsão no comando até o fim do campeonato. "Estamos jogando limpo com ele, se ele não estivesse gostando da situação, teria dito. Ele diz que da maneira como está, ele está gostando. Ele sendo um auxiliar técnico permanente diminui um pouco essa carga de responsabilidade, deixa ele fazer o trabalho com mais tranquilidade. Nosso desejo e vontade é que ele permanecesse até o fim do campeonato. Em termos financeiros seria importante, mas não pensando só no financeiro, mas no dia a dia de trabalho", observou.

A suposta conversa que teria ocorrido na semana que passou com Waguinho Dias, campeão da Série D pelo Brusque, foi negada por Maringá. "O Roberto Cavalo também estaria acertado. Eu tenho respeito pela imprensa, mas quando você inventa notícia, planta notícia, não sei se é alguém ligado ao treinador, ou que torce por ele, não sei quem coloca isso, que estaria em Criciúma, não é verdade. Claro que paralelo ao trabalho do Wilsão temos que estar atentos e pensar em possibilidades", registrou.

Com Wilsão no comando, o Criciúma volta a campo terça-feira, às 20h30min, contra o Oeste no Heriberto Hülse. O Tigre está em penúltimo lugar na Série B com 18 pontos.