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Criminoso em série pega 106 anos por ataques brutais a mulheres

Justiça reconheceu padrão de violência e gravidade dos crimes

Por Maryele Cardoso Criciúma, SC, 16/01/2026 - 15:22 Atualizado há meio minuto
Crimes contra mulheres levam à condenação de 106 anos em regime fechado | Foto: imagem reproduzida com auxílio de IA /4oito
Crimes contra mulheres levam à condenação de 106 anos em regime fechado | Foto: imagem reproduzida com auxílio de IA /4oito

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Um homem investigado por uma série de crimes violentos contra mulheres foi condenado a 106 anos, 1 mês e 21 dias de prisão em regime fechado. A sentença é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá, no Sul de Santa Catarina.

Considerada uma das maiores já aplicadas na região para esse tipo de crime, a condenação envolve delitos como estupros, roubos armados, sequestro e extorsão. Segundo a Polícia Civil, o réu agia de forma reiterada e seguia um padrão de atuação que caracterizou o comportamento como o de um criminoso em série.

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Ao menos sete mulheres foram identificadas como vítimas, sendo quatro em Araranguá e Balneário Arroio do Silva e outras três em Vacaria, no Rio Grande do Sul. Os crimes ocorreram entre 2021 e 2022 e envolviam contato prévio com as vítimas, uso de arma de fogo, restrição da liberdade por várias horas, violência sexual e roubo de pertences pessoais.

Em um dos casos, houve extorsão mediante sequestro, com exigência de dinheiro a familiares da vítima. As investigações também comprovaram que, em pelo menos um episódio, o acusado forçou a ingestão de substância sedativa, deixando a vítima em estado de confusão e sonolência, o que aumentou sua vulnerabilidade.

Justiça aplica uma das maiores penas da região por estupros, sequestro e roubos | Foto: TJ SC

Durante o processo, a Justiça destacou a consistência dos relatos das vítimas, os laudos periciais, reconhecimentos e demais provas técnicas reunidas pela Polícia Civil. Outro fator que pesou na dosimetria da pena foi o fato de parte dos crimes ter sido cometida enquanto o réu já cumpria pena em outro processo.

O acusado foi preso preventivamente após cerca de dois meses de investigação, em uma operação conjunta entre a DPCAMI de Araranguá e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Com ele, foram apreendidos a arma de fogo utilizada nos crimes e objetos pertencentes às vítimas. Posteriormente, o homem foi encaminhado ao sistema prisional gaúcho, onde já possuía condenações definitivas.

Para a Polícia Civil, o caso reforça a importância da denúncia por parte das vítimas, do trabalho especializado das delegacias de proteção e da atuação integrada entre os estados no enfrentamento a crimes de violência sexual e extrema gravidade.

Tags: TJSC ararangua

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