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Criciumense tem voo cancelado e não consegue retornar de Portugal

Mateus Rossi está em Lisboa desde o dia 10 de março e retorno estava marcado para o dia 24; companhia aérea não deu justificativas para o cancelamento
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 25/03/2020 - 07:53Atualizado em 25/03/2020 - 08:59
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um criciumense está sem conseguir sair de Portugal. Mateus Rossi, presidente da Caixa Solidária, ação social de doação de roupas que acontece em Criciúma, foi até o país lusitano para um intercâmbio de ideias para o projeto, no último dia 10. Durante a primeira semana em Lisboa, conseguiu fazer negócios. Porém, nos últimos dias tudo fechou; a notícia derradeira veio nesta terça-feira, 24: ao chegar no aeroporto, recebeu a informação de que seu voo de volta havia sido cancelado.

De acordo com Mateus, o voo foi cancelado pela própria companhia aérea, que não prestou nenhum comunicado aos passageiros. "Surpresa maioor é que não tinha ninguém da companhia para nos orientar. Quem tinha voo marcado suspenso não podia nem entrar no aeroporto. Não só eu, mas muitas pessoas ficaram à própria sorte. Tive que procurar lugar para ficar por conta própria, sem ter nenhum auxílio da empresa. A falta de comunicação foi bem grave", reclamou o criciumense, em entrevista ao Programa Adelor Lessa, na Rádio Som Maior.

Mateus estava com a viagem marcada para Lisboa desde novembro, em compromisso com a campanha Caixa Solidária. Agora há 15 dias em Portugal e sem conseguir retornar ao Brasil, ele procurou a embaixada e conseguiu um atendimento online, pois ela estava fechada por causa do coronavírus. Recebeu a informação de que há mais 1 mil brasileiros na mesma situação: passageiros de um transatlântico que ficou preso no país e outros que tiveram seus voos cancelados.

"Nosso único canal é com a embaixada. A companhia aérea não deu nenhuma previsão de voar. A informação do aeroporto é de que a companhia não tem nenhum voo autorizado". A expectativa de Mateus - e de outros brasileiros na mesma situação - é de que saia algum voo fretado do governo federal para "resgatar" os brasileiros "presos" em outros países. "Nosso voo não tinha nenhum bloqueio internacional para não embarcar. A gente aguarda que a embaixada cobre dela a responsabilidade de levar de volta os passageiros", completou Mateus. 

Em Portugal, também está vigorando a suspensão dos serviços e a recomendação de reclusão das pessoas em suas residências. A única diferença para o Brasil, segundo Mateus, é que o metrô continua funcionando. 

"Tá tudo parado, consegui fazer vários compromissos na primeira semana, mas na seguinte as empresas pararam e tudo fechou. O metrô continua funcionando e está de graça, claro que tem instruções para andar a alguns metros de distância, mas está bem vazio. Os meios públicos de transporte continuam funcionando de graça talvez para facilitar para as pessoas que precisem de algum tratamento. De resto tá tudo parado", diz. 

Também há relatos de brasileiros residentes em Portugal de ter que retornar ao Brasil ao fim da crise causada pelo coronavírus. "Conversando com brasileiros, a gente nota uma grande preocupação de ter que retornar pro Brasil por falta de emprego. Aqui tudo parou e é muito dependente do turismo, vai demorar a se adaptar. Muitos brasileiros aqui trabalham nesse setor", concluiu. 

Tags: coronavírus