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Criciúma não vai aderir as medidas do novo decreto da Amrec

Para o prefeito Clésio Salvaro, as medidas de fechar supermercados e comércio aos fins de semana, irá gerar mais aglomeração na sexta-feira
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 29/07/2020 - 08:01Atualizado em 29/07/2020 - 08:10
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

Os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) aprovaram nesta terça-feira, 28, um novo decreto para colocar em prática medidas mais restritivas no combate ao coronavírus. Contudo, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, afirmou que não vai aderir as medidas do novo decreto. Conforme o prefeito, se aumentar as fiscalizações dos decretos que já estavam em vigência, o resultado seria mais efetivo. Também comenta que se a população tivesse mais consciência, as ações teriam mais resultados. 

Conforme Salvaro, as medidas aplicadas em Criciúma já são efetivas. "Na segunda-feira nós prorrogamos o decreto por mais 14 dias. Na terça-feira você muda o decreto e você acaba intoxicando a população com tantos decretos e não há uma eficiência no cumprimento. Eu perguntei para os prefeitos: quantos de vocês multaram alguém por não estar usando máscaras? Criciúma foi um dos últimos municípios a adotar essa medida de multar quem não usa máscara. Mas como você aplica isso? Nenhum município aplicou qualquer multa. Nós temos um decreto e estamos fazendo cumprir ele. Se os municípios fizessem isso, fechar os estabelecimento que estão descumprindo, estender o horário de atendimento dos serviços essenciais daria certo. Entendemos nós que é a medida mais acertada", explicou ao programa Adelor Lessa na manhã desta quarta-feira, 29. 

Para o prefeito, a medida de fechar bares, restaurantes e supermercados aos fins de semana, irá gerar mais aglomeração ou então festas particulares. "Essa medida de fechar os horários dos mercados, não trabalhar no sábado a tarde e no domingo, vai provocar uma aglomeração na sexta ou no sábado de manhã e nós entendemos que tem que estender o horário, não diminuir o horário. Não quero dizer que os demais prefeitos estejam certos ou errados, nem que eu esteja certo ou errado. Não tem um estudo que comprove quem está certo ou errado", comentou. 

"Talvez nós devemos ser um pouco mais exigentes nesses decretos. Devemos cancelar ou suspender o alvará desses estabelecimentos, porque tem uma parte da população que não está colaborando. Fecha o supermercado e restaurantes, para onde vão as pessoas? Para as festas de famílias, fazer churrasquinho na garagem, no quiosque. E nós temos esse estudo que as pessoa contaminadas são essas que estavam nesses eventos de família. As pessoas tem que ter uma consciência que não pode fazer. Agora vem o dia dos pais e como vai ser esse negócio?", questionou.

Situação semelhante a da Amurel 

O que está acontecendo na Região Carbonífera se assemelha a o que ocorreu na Região de Laguna (Amurel) na última semana, quando o decreto baixado não foi aceito por alguns municípios. Na ocasião, o Ministério Público de Santa Catarina entrou como uma ação para que os prefeitos se adequassem as medidas mais restritivas. "Se o Ministério público entrar com uma ação e o juiz determinar, nós vamos recorrer da decisão. Na verdade não há um protocolo definido. Quem diz que reduzir os horários dos supermercados vai diminuir a contaminação das pessoas. A aglomeração vai ser maior na sexta e sábado. Se você aumentar o horário, as pessoas vão ter mais tempo para fazer as suas compras", afirmou. 


 

Tags: coronavírus