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Covid-19: Salvaro anuncia compra de medicamentos

Ivermectina, azitromicina, dipirona e analgésicos terão seus estoques reforçados. Município pede remessa de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 07/07/2020 - 16:01Atualizado em 07/07/2020 - 18:03
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O acréscimo no número de casos de Covid-19 em Criciúma gera reação no Paço Municipal. O prefeito Clésio Salvaro fez anúncios e apresentou informações em pronunciamento na tarde desta terça-feira, 7. O secretário de Saúde, Acélio Casagrande, acompanhou o prefeito.

Salvaro bateu na tecla da oferta de medicamentos para a população. A intenção do município é investir na aquisição de ivermectina, azitromicina, dipirona e analgésicos para servir à população, bem como buscar um estoque de hidroxicloroquina. "A Covid não tem cura ainda. Nós temos os medicamentos que vamos deixar à disposição dos médicos. O médico é o responsável, não somos nós que vamos sair por aí com receita prescrevendo. Isso é papel do médico. O médico e o paciente que têm essa relação", afirmou Salvaro. "Se o médico receitar tal medicamento, a responsabilidade é dele, nós vamos respeitar o ato médico. O papel do prefeito é não deixar faltar medicamento para a população", destacou.

Sobre a aquisição dos medicamentos, Salvaro lembrou - consultando a equipe da Secretaria de Saúde durante o pronunciamento - que esses remédios podem até ser comprados sem receita médica nas farmácias, mas a retirada nas unidades de saúde será com a prescrição médica. "Vamos respeitar o ato médico. Vidas importam. Se há um medicamento com chance de salvar vidas, nós vamos atrás dele. Não há problema nenhum. O recurso que nós temos, o propósito primeiro é o de salvar vidas, muito mais que calçar ruas, fazer creches e escolas, queremos salvar vidas e pessoas, por isso não faltará nenhum tipo de medicamento", salientou o prefeito.

Não vai faltar remédio

Salvaro indagou Acélio sobre falta de medicamentos na rede de saúde, lembrando que não há esse problema. A partir disso, o prefeito reforçou a importância de a população respeitar o isolamento, não se deslocando sem necessidade aos postos de saúde. "Todos os preconizados pelo SUS, até além do que recebemos, temos na rede de atenção pública. Temos alguns para hipertensos. Estamos aprimorando esse tratamento com eles. Eles precisam nos alertar em relação a possíveis dificuldades", destacou Acélio. 

"Reforçamos com mais 50 telefones as nossas unidades de saúde para ter esse contato no momento de isolamento. Que os nossos idosos, que são crônicos, não precisam fazer aglomeração nas unidades, podem usar os telefones", afirmou. "Hoje estive em uma unidade de saúde, o médico estava ligando para o idoso perguntando da pressão, do diabetes. Os idosos podem ligar para as unidades. O controle da hipertensão, da diabetes e de outras doenças crônicas são necessários", completou.

Secretário e os números

O secretário Acélio Casagrande sublinhou o crescimento substancial dos casos de Covid-19 em Criciúma nas últimas semanas. "Dos treze óbitos por Covid-19 que já registramos em Criciúma, todos eram pacientes acima de 60 anos, 100% com comorbidades, 90% hipertensos ou diabéticos", observou o secretário. "Saltamos de 50 para 90 internações em menos de 10 dias, é preocupante", reforçou o prefeito. Acélio lembrou que a cidade saltou, em poucas semanas, de 127 casos ativos para 310. "Esses ativos estão fazendo a transmissão comunitária", pontuou.

"Várias medidas foram tomadas até aqui", frisou Salvaro. "As aulas vão voltar dia 3 de agosto? Está quase impossível tomar uma decisão para daqui a alguns dias", afirmou. "Mas já conhecemos um pouco mais o vírus. Tomamos providências, pegamos um hospital parado e preparamos. Nos perguntam se aquele hospital do Rio Maina não vai entrar em funcionamento. Torcemos que não. É um hospital de retaguarda que está pronto mas não queremos usar", destacou.

Eventos voltam?

Questionado durante a live sobre a possível retomada em breve de eventos, Salvaro foi cauteloso. "Vamos discutir em nível regional", relatou. "É importante que as pessoas percebam o aumento do número de internações e as UTIs lotadas. Amanhã vamos nos reunir com prefeitos da região para analisar a situação", completou Acélio.

Aulas

O decreto estadual permite a volta às aulas no começo de agosto. Mas Salvaro, indagado durante a live, tangenciou. "De acordo com o decreto do governador, só em 3 de agosto. Parece que falta uma eternidade, pela quantidade de decisões a tomar. A nossa responsabilidade é com a vida das pessoas", salientou o prefeito. "Em Criciúma, liberdade para todos, com cuidados, e movimentando a economia com os cuidados estabelecidos pelos protocolos", frisou. "Esse cuidado é diário", emendou o secretário Acélio.

Não partidarizar

Em seguida, o prefeito fez um apelo. "Não partidarizem essa questão. Vamos deixar para os médicos. Vamos respeitar quem está estudando esse assunto. A responsabilidade do governo é não deixar faltar medicamentos", destacou. "E para quem diz que só damos atenção à Covid, não partidarizem o debate. Só no mês passado morreram 90 pessoas em Criciúma que não foram de Covid, de outros males, mas o coronavírus é a novidade que precisamos dar atenção", referiu.

Mais dez leitos de UTI

O secretário de Saúde anunciou o credenciamento de mais dez leitos de UTI para o Hospital São José, em acordo encaminhado nesta terça-feira. "Hoje ainda negociamos, em diálogo, com o Hospital São José o pedido de credenciamento para mais dez leitos de UTI, de 28 para 38 leitos. Além de todas as medidas preventivas, não estamos nos descuidando, mesmo sendo de responsabilidade estadual a questão hospitalar. Conversamos diariamente com o secretário estadual", revelou.

Na conversa desta terça com o secretário de Estado da Saúde, André Mota Ribeiro, Acélio ofereceu o Hospital do Rio Maina em caso de dificuldades para tratar os pacientes de Covid-19. "Hoje mesmo falei com o secretário do Estado, temos hospital pronto aqui, que pode receber uma semi intensiva. Não descuidamos do atendimento a quem precisa", relatou.

Assista a entrevista no vídeo abaixo: