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Covid-19: Por precaução, frigoríficos catarinenses serão fiscalizados

Nesta semana, uma unidade da JBS no meio-oeste foi fechada. Reunião será realizada com o governador para tratar do assunto
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 20/05/2020 - 16:10Atualizado em 20/05/2020 - 16:42
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

Esta semana o Ministério da Economia fechou uma unidade de processamento de frangos da JBS no município de Ipumirim, no Meio Oeste, alegando que o local possuía 60 trabalhadores infectados pelo novo coronavírus. 

Com unidades aqui no Sul do estado, a empresa emitiu nota explicando que segue todos os protocolos. “Mediante os protocolos e medidas de prevenção já implantadas, a JBS reitera que suas operações seguem os mais elevados padrões de segurança para o setor frigorífico e refuta qualquer orientação em contrário bem como as medidas injustificáveis para suspensão das suas atividades, razão pela qual a empresa irá tomar as medidas judiciais cabíveis para retomada das suas operações em Ipumirim. Lamentamos profundamente toda essa insegurança e que não reflete a realidade das operações e das medidas implementadas na unidade em Ipumirim. Nossos esforços se somam ao enorme orgulho e confiança em tudo que fazemos e da relevância do nosso trabalho para levar o alimento às famílias do mundo inteiro, especialmente nesse momento tão delicado na vida de todos e em que o alimento é tão fundamental”, diz trecho da nota.

Após esta interdição, todos os frigoríficos catarinenses serão fiscalizados. À Acaert, o Chefe de fiscalização do Ministério da Economia em Santa Catarina, Humberto de Souza, explicou a situação. “Se for necessário interditar nós vamos. Não vamos permitir que o trabalhador fique em grave e iminente risco. Haverá a fiscalização. Tudo fica documentado. É assim que se controla. A nossa primeira providência é solicitar a documentação. A partir do momento que não comprovem esta vigilância ativa, nós vamos in loco e se precisar fechar”, falou.

Souza disse também que a unidade que foi interditada possui 40 colaboradores do grupo de risco que estavam trabalhando. “Um destes sofre de hipertensão, passou mal dentro da empresa. Saiu da empresa, literalmente, para o hospital. Foi entubado e permaneceu em uma UTI por dez dias”, salientou.

O presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputado José Milton Scheffer (PP), questionou o fechamento. “Nos causou estranheza o Ministério da Economia, com pouca justificativa, interditar sem discussão prévia sendo que a indústria vinha cumprido o protocolo”, ressaltou.

O parlamentar revelou que uma reunião será realizada nesta quinta-feira, 21, com o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), para tratar do assunto. O Estado vai abrir um canal de diálogo para estudar e ter um protocolo único para a saúde do trabalhador. Vamos demonstrar a complexidade desta cadeia produtiva, a importância dela e o caos se novas indústrias forem fechadas”, finaliza.

Confira a nota da JBS na íntegra:

A JBS tem como objetivo prioritário a saúde dos seus colaboradores e adota um rígido protocolo de prevenção contra a Covid-19 em suas unidades. Essas medidas seguem as orientações dos órgãos de saúde e do Hospital Albert Einstein, além de especialistas médicos contratados pela empresa para apoiar na implantação de um protocolo robusto e necessário para proteção dos seus colaboradores. 

 

Mediante os protocolos e medidas de prevenção já implantadas, a JBS reitera que suas operações seguem os mais elevados padrões de segurança para o setor frigorífico e refuta qualquer orientação em contrário bem como as medidas injustificáveis para suspensão das suas atividades, razão pela qual a empresa irá tomar as medidas judiciais cabíveis para retomada das suas operações em Ipumirim. 

 

São 25 anos de história dessa unidade com a comunidade de Ipumirim e, somente nessa fábrica, a empresa emprega mais de 1.400 pessoas. Diariamente, a unidade de Ipumirim processa 135 mil aves. Com a suspensão dessa operação, é inevitável que a cadeia de produção, incluindo os 240 produtores rurais da região, também tenha que suspender suas atividades, o que poderá trazer graves consequências no âmbito social, econômico, sanitário e de abastecimento à população. A interrupção das atividades na cidade promove um clima de instabilidade perante todos os colaboradores e comunidade que, de forma direta e indireta, se relaciona e depende do funcionamento da unidade.

 

Lamentamos profundamente toda essa insegurança e que não reflete a realidade das operações e das medidas implementadas na unidade em Ipumirim. Nossos esforços se somam ao enorme orgulho e confiança em tudo que fazemos e da relevância do nosso trabalho para levar o alimento às famílias do mundo inteiro, especialmente nesse momento tão delicado na vida de todos e em que o alimento é tão fundamental.

Tags: coronavírus