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Consultório é interditado em Araranguá após relatos de crimes sexuais durante atendimentos

Polícia Civil apura relatos apresentados por diferentes mulheres

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 07/10/2026 - 17:22 Atualizado há quase um minuto
Investigado também foi suspenso das funções de psicanalista e terapeuta | Foto: Divulgação/PCSC
Investigado também foi suspenso das funções de psicanalista e terapeuta | Foto: Divulgação/PCSC

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Um consultório localizado no Centro de Araranguá foi interditado pela Polícia Civil nessa terça-feira (6) durante uma investigação sobre supostos crimes contra a dignidade sexual. O responsável pelo espaço também teve suspenso, por decisão judicial, o exercício de atividades como psicanalista e terapeuta.

O inquérito é conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá e apura, entre outros fatos, suspeitas de violação sexual mediante fraude e importunação sexual.

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A medida foi determinada pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma após representação apresentada pela autoridade policial.

Outras mulheres procuraram a Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou a partir do relato de uma vítima. Durante as diligências, outras mulheres procuraram a corporação e narraram situações semelhantes relacionadas a atendimentos realizados pelo mesmo investigado.

Conforme registrado na decisão judicial, os elementos reunidos até o momento apontam para uma pluralidade de vítimas e episódios ocorridos em períodos diferentes.

Os relatos envolvem, segundo a investigação, contatos físicos e abordagens de cunho sexual que teriam ocorrido durante os atendimentos.

Justiça determinou a lacração do consultório utilizado pelo investigado em Araranguá | Foto: Arquivo/4oito

Justiça proíbe atendimentos presenciais e pela internet

Diante das informações apresentadas pela Polícia Civil, a Justiça determinou que o investigado não exerça atividades como psicanalista ou terapeuta e também não realize atendimentos individuais de natureza terapêutica ou psicológica.

A proibição vale tanto para atendimentos presenciais quanto por meios eletrônicos. A decisão também impede a divulgação e a oferta desses serviços.

Além das restrições profissionais, a Justiça determinou a lacração do consultório utilizado pelo investigado em Araranguá.

Policiais civis da DPCAMI cumpriram a medida com acompanhamento de uma oficial de Justiça. O investigado não estava no local no momento da diligência e, por isso, foi executada a parte da ordem que permitia cumprimento imediato, com a interdição do espaço. As demais providências seguem sujeitas ao cumprimento da decisão judicial.

Polícia procura possíveis outras vítimas

A investigação continua e a Polícia Civil pede que outras pessoas que eventualmente tenham passado por situações semelhantes procurem a DPCAMI de Araranguá ou outra unidade policial.

O contato pode ser realizado tanto para registrar formalmente os fatos quanto para receber orientações sobre as medidas que podem ser adotadas.

Até o momento, o caso permanece em fase de investigação. As suspeitas atribuídas ao profissional ainda serão apuradas no decorrer do inquérito.

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