Um consultório localizado no Centro de Araranguá foi interditado pela Polícia Civil nessa terça-feira (6) durante uma investigação sobre supostos crimes contra a dignidade sexual. O responsável pelo espaço também teve suspenso, por decisão judicial, o exercício de atividades como psicanalista e terapeuta.
O inquérito é conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá e apura, entre outros fatos, suspeitas de violação sexual mediante fraude e importunação sexual.
LEIA MAIS
- Funcionário da Anjo Tintas tem 80% do corpo queimado após incêndio em Criciúma
- SC soma 33 casos eleitorais investigados pela PF em 2026
- Criança de 5 anos fica com hematoma no olho após apanhar de vassoura em Criciúma
A medida foi determinada pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma após representação apresentada pela autoridade policial.
Outras mulheres procuraram a Polícia Civil
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou a partir do relato de uma vítima. Durante as diligências, outras mulheres procuraram a corporação e narraram situações semelhantes relacionadas a atendimentos realizados pelo mesmo investigado.
Conforme registrado na decisão judicial, os elementos reunidos até o momento apontam para uma pluralidade de vítimas e episódios ocorridos em períodos diferentes.
Os relatos envolvem, segundo a investigação, contatos físicos e abordagens de cunho sexual que teriam ocorrido durante os atendimentos.
Justiça proíbe atendimentos presenciais e pela internet
Diante das informações apresentadas pela Polícia Civil, a Justiça determinou que o investigado não exerça atividades como psicanalista ou terapeuta e também não realize atendimentos individuais de natureza terapêutica ou psicológica.
A proibição vale tanto para atendimentos presenciais quanto por meios eletrônicos. A decisão também impede a divulgação e a oferta desses serviços.
Além das restrições profissionais, a Justiça determinou a lacração do consultório utilizado pelo investigado em Araranguá.
Policiais civis da DPCAMI cumpriram a medida com acompanhamento de uma oficial de Justiça. O investigado não estava no local no momento da diligência e, por isso, foi executada a parte da ordem que permitia cumprimento imediato, com a interdição do espaço. As demais providências seguem sujeitas ao cumprimento da decisão judicial.
Polícia procura possíveis outras vítimas
A investigação continua e a Polícia Civil pede que outras pessoas que eventualmente tenham passado por situações semelhantes procurem a DPCAMI de Araranguá ou outra unidade policial.
O contato pode ser realizado tanto para registrar formalmente os fatos quanto para receber orientações sobre as medidas que podem ser adotadas.
Até o momento, o caso permanece em fase de investigação. As suspeitas atribuídas ao profissional ainda serão apuradas no decorrer do inquérito.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!