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Conselho Consultivo não aponta nomes para a presidência: Tigre busca investidores

Sucessão de Dal Farra não avança em primeira reunião com ex-presidentes
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 26/05/2020 - 17:03Atualizado em 26/05/2020 - 17:04
Reunião do conselho consultivo nesta terça-feira / Foto: Celso da Luz / Criciúma EC
Reunião do conselho consultivo nesta terça-feira / Foto: Celso da Luz / Criciúma EC

A primeira reunião do conselho consultivo do Tigre, formado por ex-presidentes da executiva e do conselho deliberativo do clube, avançou pouco no sentido de apresentar nomes para a sucessão de Jaime Dal Farra, que deixará a presidência no dia 31 de dezembro. O encontro iniciou às 14h desta terça-feira, 26, e terminou às 16h. O tema foi a busca por possíveis investidores ao clube.

Em nota oficial divulgada no site do Criciúma, o presidente do conselho deliberativo Carlos Henrique Alamini falou que "alguns modelos de gestão já estão sendo estudados e o objetivo do encontro foi de mostrar a situação atual do clube e receber opiniões dos participantes". 

Marcaram presença na reunião, além de Alamini e Dal Farra, o diretor jurídico do Conselho Deliberativo, Edemar Soratto, assim como o primeiro secretário Wanderlei Barbosa de Souza. Os ex-presidentes do clube, Milton Carvalho, Voimer Conti e Guido Burigo, representando também o ex-presidente Moacir Fernandes, e do Conselho Deliberativo Renato G. Bastos também estiveram presentes. O vice-presidente do Conselho Deliberativo, Valcir José Zanette e o ex-presidente do Conselho Deliberativo Afonso Back, participaram por vídeo conferência.

Milton Carvalho falou com a reportagem do Portal 4oito após o encontro. Segundo o ex-presidente, que comandou o clube entre os anos de 1995 e 1996, firmou-se na reunião a necessidade da busca por um investidor, que poderia determinar o futuro modelo de gestão. 

"Foi a primeira reunião de uma série para ver qual modelo que se acha melhor. Arrumar algumas pessoas que tenham dinheiro e queiram assumir o clube. Pode ser presidencialista, clube empresa ou S.A, mas tem que ter dinheiro. Não adianta também só dinheiro se não tiver futebol. O que se pensou hoje é marcar outras reuniões, mas há a tendência natural, de empresários de Criciúma, que pretendem assumir o clube", destacou.

Alamini, por meio da nota oficial do clube, mencionou que Dal Farra colocou-se à disposição para participar do processo de transição. O ex-presidente, Milton Carvalho, falou sobre as dificuldades que a transição poderá apresentar. 

"O Jaime colocou o clube à disposição, mas nessas alturas não adianta nada. Vai ter que ficar zero de débito. É ruim porque não tem jogador. O Criciúma nunca teve uma unidade, lamentavelmente. Sempre teve sua política e seus dissidentes. Aqueles de maior poder de mando não aparecem e gostam de ser chamado na hora exata. Penso que haverá novas reuniões e até o fim do ano deve ter empresários assumindo", apontou.

O ex-presidente Moacir Fernandes, comandante do clube na conquista da Copa do Brasil em 1991, declarou à imprensa de Florianópolis a possibilidade de empresários cotistas e participação financeira de torcedores, manifestando interesse em atuar no futebol, mas negando assumir a presidência. A opção apresentada por Moacir, que não compareceu à reunião, foi rechaçada por Milton.

"Pessoas que dão entrevistas e não vão a reunião não adianta nada. É chover no molhado. Fala, fala e na hora quem define é o conselho", disparou Milton Carvalho. "O que não pode acontecer é o regime da G.A, que cria um dono. Clube que tem dono não tem torcida, porque primeiro a pessoa quer ganhar dinheiro e o segundo é o futebol. No futebol é diferente, o resultado tem que ser o primeiro passo", concluiu.