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“Como vamos deixar desativar uma atividade dessa”, diz presidente da Federação dos Mineiros sobre extração do carvão

Trabalhadores tentaram encontro com governador e presidente da ABCM
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 13/10/2021 - 18:25Atualizado em 13/10/2021 - 18:27
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Como não poderia deixar de ser diferente, os rumores de fechamento do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, também tem preocupado os trabalhadores.

Nesta quarta-feira, 13, eles realizaram reunião para tratar do assunto e buscar uma solução. “Até o momento não temos proposta de continuidade a partir de 2025, 2027. então há insegurança. Vamos tentar uma reunião com o governador Carlos Moisés para tratar do assunto, já que ele encaminhou projeto para a Assembleia Legislativa. Vamos também discutir a nível de Brasília sobre a emenda do deputado Guidi e outros deputados que estão construindo juntos e buscaremos encontro com o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan”, comenta o presidente da Federação Interestadual dos Mineiros (PR/RS/SC), Genoir José dos Santos, o Foquinha.

Ele conta que os trabalhadores estão apreensivos. “Quando se tem uma data para o fim da atividade, você se preocupa. Tem mineradora que está exaurindo as reservas, como vai investir se a atividade vai acabar. Precisamos de um tempo maior para as empresas se adequarem. Não podemos ser reféns somente da geração de energia, mas também usar ocarvão para outras atividades. São 25 mil empregos diretos e indiretos, o impacto será grande caso a Jorge Lacerda seja desativada nos próximos quatro, cinco anos. Como vamos deixar desativar uma atividade dessa”, diz.