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Colunista do Portal 4oito de malas prontas para o Japão

A nikkei Alessandra Koga recebeu uma bolsa do governo japonês para propagar a cultura do país asiático
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 21/01/2020 - 09:29Atualizado em 23/01/2020 - 11:02

A colunista do Portal 4oito, jornalista Alessandra Koga, irá em missão diplomática para o Japão. Neta de japoneses, ela foi selecionada por uma bolsa do governo do país asiático para representar os estados de Santa Catarina e Paraná, em um projeto de divulgar a cultura e a diplomacia japonesa pelo mundo. 

"Estarei lá representando Criciúma, especialmente. É uma bolsa de comunicação para divulgar o Japão na comunidade em que eu vivo, para fomentar a cultura e aproximar os descendentes que moram aqui", explicou Alessandra. As bolsas destinada pelo governo são para nikkeis, descendentes de japoneses que moram fora do país. "Teremos contatos com o primeiro ministro e ativistas, depois eu viro quase uma funcionária à disposição deles", detalha a jornalista.

Os avós paternos de Alessandra vieram do Japão para São Paulo, mas Alessandra mora em Criciúma há 6 anos, interando a comunidde japonesa no Sul catarinense, que são em torno 150 famílias de descendentes. Ela parte para o país oriental no dia 31 de janeiro e ficará lá por sete dias em participando de atividades diplomáticas com tudo pago pelo governo japonês.

No retorno da viagem, ela fará eventos em Criciúma e região, mas também em Curitiba, para promover a cultura japonesa e o programa de bolsas que o governo distribuiu.

"Levar o máximo de informação para o governo japonês da cultura japonesa onde eu vivo. Curitiba é a segunda maior comunidade japonesa no Brasil, então lá já é bem estabelecido. Vamos levar as questões de como o governo pode nos ajudar em fazer uma comunidade", disse Alessandra.

"Eu estou bem animada, tenho que estudar muito sobre a diplomacia entre os países. É bastante enriquecedor, apesar de ser descendente, não sei o que esperar (sobre a viagem). O Brasil é o país que mais tem imigrantes japoneses, então está sempre em foco. Por isso a preocupação (do Japão) e a bolsa na América Latina. Eles percebem que as novas gerações estão aqui, na década de 90 os descendentes queriam ir para o Japão e agora não há mais", apontou.

Na avaliação de Alessandra, a bolsa adquirida tem um cunho diplomático forte. "Eles deixam claro pra gente que não é turismo. Os cidadãos japoneses pagam os impostos e o governo dá esse aporte para promover a política diplomática do Japão para os países", concluiu.