O risco de enchentes com a previsão de mais chuva durante o El Niño acenderam um alerta na Barra do Camacho, em Jaguaruna. Além da preocupação com possíveis alagamentos, o assoreamento tem prejudicado a atividade pesqueira e colocado em risco a navegação dos pescadores da região.
Em entrevista à Rádio Som Maior, o presidente da Comissão de Pesca da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Milton Scheffer, afirmou que a situação é urgente. Segundo ele, há trechos da barra onde a profundidade chega a pouco mais de 20 centímetros, dificultando a renovação das águas entre a lagoa e o mar.
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O parlamentar explicou que mais de mil famílias de Jaguaruna, Laguna e Imbituba dependem diretamente da pesca na região. Com o canal praticamente bloqueado pelo acúmulo de areia, a produção pesqueira já sofre impactos e o cenário preocupa ainda mais diante da possibilidade de chuvas intensas nos próximos meses.
Assoreamento preocupa pela pesca e pelo risco de enchentes
Schäfer destacou que a chegada do El Niño aumenta a necessidade de manter os canais desobstruídos. A Lagoa do Camacho recebe águas de diversos rios da região da Amurel e, segundo ele, a abertura de canais pode reduzir o risco de alagamentos.
De acordo com o deputado, as principais ações em andamento são:
- Aceleração da licença ambiental junto ao IMA para retirada da areia;
- Reunião com a Defesa Civil do Estado para discutir uma intervenção emergencial;
- Estudo técnico que prevê a abertura de um ou dois canais ligando a lagoa ao mar;
- Busca por uma ação conjunta entre Governo do Estado e Prefeitura de Jaguaruna.
"O mais urgente agora é a previsibilidade da chegada do El Niño. A gente precisa ter todos os canais abertos", afirmou.
Segundo ele, a expectativa é que a Defesa Civil possa decretar situação de emergência para agilizar o desassoreamento. A Unesc também trabalha em um projeto contratado pela Prefeitura de Jaguaruna para definir a melhor solução técnica para a barra.
Solução definitiva ainda depende de novos projetos
O deputado afirmou que o desassoreamento emergencial resolve apenas parte do problema. A intenção é implantar uma manutenção permanente, já que a areia acumulada é resultado da movimentação das dunas da região.
Scheffer também comentou a situação da Barra do Rio Araranguá. Segundo ele, o cenário é menos crítico porque a prefeitura consegue realizar intervenções com equipamentos próprios, mas a solução definitiva passa pela construção de molhes para fixar a barra.
Para o parlamentar, qualquer projeto deve envolver moradores e pescadores da região.
"Eu aprendi muito ouvindo os pescadores. Eles conhecem a lagoa como ninguém e precisam participar dessa discussão", destacou.
Com a previsão de um inverno mais chuvoso no Sul por influência do El Niño, o deputado defende que as intervenções ocorram o quanto antes para reduzir os riscos de enchentes e garantir segurança às comunidades que dependem das barras para trabalhar e se deslocar.
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