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Avanço do coronavírus prejudica produção de frigoríficos em SC

Problemas nas unidades refletem nas ações das empresas na bolsa de valores
Por Guilherme Nuernberg Criciúma - SC, 21/05/2020 - 08:19Atualizado em 21/05/2020 - 08:22
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A atividade econômica no contexto geral está sendo muito afetada pela pandemia causada pelo novo coronavírus. Mas, se olhar cada empresa individualmente, é possível observar as que mais sofreram impacto com a crise, outras que não sofreram tão diretamente e algumas que estão crescendo neste período. Mas o quadro de cada empresa pode mudar conforme o avanço da doença dentro do país. 

É o caso dos frigoríficos. No início, eles foram favorecidos com as mudanças de hábito da população e a alta do dólar. De acordo com o economista Lucas Rocco, a situação vem mudando. "As empresas começaram a enfrentar dificuldades por conta de casos confirmados dentro das unidades produtoras e também em situações mais críticas nos municípios que atuam", apontou.

Em um frigorífico de Concórdia, município que tem um dos números mais altos do estado, a Vigilância Sanitária de Santa Catarina determinou que a BRF realize o teste em todos os 5,7 mil funcionários. A orientação veio após 144 funcionários apresetaram resultados positivos para coronavírus. Em Ipumirim, uma unidade da JBS foi interditada por irregularidades na prevenção ao Covid-19. O fechamento é válido por, pelo menos, uma semana.

"Brasil e os EUA são responsáveis por 65% do comércio mundial de carne. Nos EUA até hoje não retornaram ainda para a normalidade. É uma coisa que tem que ser monitorada porque pode se tornar um problema de abastecimento", alertou Rocco.

Favorecidos

Ao contrário de restaurantes, academias, setor turístico e aéreo, o área de tecnologia continua crescendo. "O maior símbolo de toda essa situação é o Zoom, muita gente deve ter começado a utilizar o aplicativo para fazer reunião online. Nos EUA, as ações subiram 165% no último mês. As sete maiores companhias aéreas do mundo juntas, hoje, valem menos que o Zoom", comparou o economista. O aplicativo está avaliado em US$ 50 bilhões.

Outras plataformas que estão se movimentado e valorizando na bolsa americana é o Facebook e a Amazon. "Ontem o Facebook anunciou uma plataforma de vendas dentro do Facebook e do Instagram apenas para pequenos empresário. Lá ele coloca produtos e liga direto com os consumidores, interligando com Whatsapp. Facebook e Amazon estão tendo recordes nos papéis como se não tivesse pandemia", avaliou.

Tags: coronavírus