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As verdadeiras histórias de Criciúma

Com um vasto currículo, Jorge Daros prefere ser tratado como cidadão criciumense
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 09/11/2017 - 15:58
(foto: Amanda Farias)
(foto: Amanda Farias)

Neto de italianos, escritor e filósofo, Jorge Daros carrega uma longa bagagem de conhecimentos e no Programa do Avesso contou um pouco dela, falando sobre sua paixão pelos livros e a imigração italiana.

“Aqui era tudo banhado, com o capim Cresciúma. Eles chegaram aqui, fizeram um grande galpão e moraram, aos poucos foram montando as colônias”, explicou.

Em 1974, tomou posse como padre, e exerceu o ministério durante oito anos, largando a batina devido a solidão. Lecionou por 25 anos na antiga Fucri, atual Unesc, sendo o fundador da diretoria do estudante na universidade. Hoje, aos 76 anos, escreve três páginas por dia, com temas variados sobre história.

“Há 15 anos o Mário Belolli me convidou para escrever um livro sobre a família Pavei. Hoje escrever um livro é muito difícil e depois não sabe se vende. Livro não dá dinheiro para ninguém, somente para os autores consagrados”, afirmou Daros. 

A presença de carvão mineral na região foi descoberta pelo imigrante italiano Caetano Sônego. A miscigenação faz parte da região Sul. “Somos um caldeirão de raças europeias. Santa Catarina é o único estado do Brasil com pequenas propriedades, então o estado se desenvolve como um todo. Em outros estados o agronegócio traz a riqueza para pouca gente”, disse.