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As histórias de Alceu Pacheco contadas no Nomes & Marcas

Também formado em Administração de Empresas, o advogado lançou um livro sobre matemática financeira
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 15/08/2020 - 12:18Atualizado em 15/08/2020 - 12:24
Fotos: Beatriz Coan / 4oito
Fotos: Beatriz Coan / 4oito

Alceu André Hübbe Pacheco é advogado, goleiro de futsal e que sabe manusear bem um violão, que divulga um livro de sua autoria. Porém, a obra não trata de nenhum destes assuntos, mas sim de matemática financeira. 

Esta história, ele contou para Adelor Lessa, durante o Programa Nomes & Marcas, que foi ao ar na Rádio Som Maior neste fim de semana. Muito antes de ingressar na faculdade de direito, ele cursou Administração de Empresas, em Porto Alegre, onde se tornou intimo da matemática financeira, mas a primeira experiência não foi nada boa: uma nota de 2,5 na primeira prova. Mas o percalço foi superado com força de vontade e muita determinação. “Tirei 2,5 na primeira prova e coloquei como meta passar com média naquela disciplina e assim o fiz. Como perito judicial na área financeira coloquei este tema como principal objeto do meu trabalho. Se fosse para fazer apenas mais um livro igual aos outros, a maioria baseado em conceitos básicos de matemáticos da área financeira, eu não poderia ter feito isso, porque estaria simplesmente reproduzindo conceitos e certamente me aproveitando para vender livros, citou Pacheco lembrando que no Brasil há em torno de 200 livros editados sobre o assunto.

A obra chamada “Juro que é Simples” já está em 22 estados brasileiros e é voltado principalmente para analistas, peritos, assistentes técnicos e operadores jurídicos da área. “Eu tinha um material riquíssimo há mais de 15 anos, feito empiricamente no Excel, principalmente na área judicial que recebi a missão de resolver. Vi conceitos reproduzidos em livros de matemáticos renomados e fui estudar estes livros. Vi que eu tinha aqueles métodos de forma empírica e que eles tiveram o mérito de desenvolver de forma científica”, comentou.

Capacidade de observação

Pacheco salientou que desenvolveu o estudo através do poder de observação. “Fiz da forma empírica pela capacidade de observação, mas somado ao conhecimento científico, nunca se pode desprezar uma parceria, levei para frente um conceito que é fundamental em matemática financeira que é que dois valores nunca podem ser comparados, nunca processados, se não estiverem em um mesmo momento de tempo. Resolvi a partir de cursos que eu fazia, e tenho feito para me manter perito judicial ativo nas comarcas de Criciúma, Araranguá, Florianópolis, de frequentar cursos onde os instrutores não contavam a verdade que nós precisávamos saber. De forma deliberada, não sei, de forma, talvez, por desconhecimento, também. O fato é que me encorajei, estimulado por outros colegas, a fazer um artigo que começou com sete laudas e virou um livro de mais de 200 páginas. Tem tido uma alcance e reconhecimento no mercado específico”, disse.

Pacheco milita com este tema desde 1968, quando ainda estudava no Colégio Estadual de Araranguá, na disciplina de Técnicas Comerciais. “Lá eu vi conceitos básicos de matemática comercial, mais tarde no colégio agrícola de Cachoeirinha, também tive contato com a disciplina. Mas foi em 1974, quando fui fazer faculdade de Administração de Empresas em Porto Alegre que tive o contato profissional com a matemática financeira”, recordou.

Antes da matemática financeira

Alceu André Hübbe Pacheco leva o nome dos dois avôs. Alceu e André. Ele lembrou que nasceu em uma família numerosa, com dez irmãos e que o pai era cartorário e mãe professora. “Desde cedo coloquei na cabeça que tinha que me virar com uma coisa que só te leva para a frente, para vencer na vida: estudar, conhecer e trabalhar. Sem isso, eu não saberia viver, porque tudo que conquistei de aprendizado e até de valores materiais foi através do estudo que adquiri”, falou.

Pacheco contou ainda sobre o período de estudante, jogador e da paixão pelo violão. “Todo mundo ia para Florianópolis e eu acabei indo para Porto Alegre, que foi onde cursei Administração Pública e Administração de Empresas. Adolescente, tardiamente, tocava violão aos 12 anos, fazia serenata, arrumei casamento de amigos, arrumei problemas também, obviamente. Fui o primeiro a tocar em missa em Araranguá. Indo para Porto Alegre, não tinha mais tanto tempo, larguei o violão. Quando tinha folga jogava de goleiro, como jogava em Araranguá”, falou.

O advogado iniciou trabalhando no Banco Real, depois prestou concurso para o INSS. “Fiquei em Porto Alegre até quando senti necessidade de voltar. Em uma transição, consegui contato com o Grupo Cecrisa, e gerenciei o departamento administrativo na área de acionistas e cotistas de 23 empresas do grupo na época. Foi uma grande escola, tenho gratidão. Vivi em Criciúma e só tenho a agradecer pelas oportunidades que tenho até hoje. Terminei o curso de Ciências Contábeis e iniciei direito e coloquei na pauta que iria fazer isso. E iniciei o escritório de advocacia em 1999”, salientou Pacheco, que também tem envolvimento com pautas de Araranguá, sempre com olhar para o futuro, como exemplo, a mudança do traçado da BR-101, que tirou o intenso tráfego de dentro da cidade, entre outras.

Durante o programa Nome & Marcas, Pacheco ainda falou, de forma simples, sobre os juros. Este assunto e outras histórias, você confere a íntegra no áudio abaixo.