Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

“A La Moda sempre foi da Família Olivo e será por muito tempo”

Hugo Olivo afirma que, diferente do que foi dito, as ações da empresa não foram vendidas
Clara Floriano
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 04/10/2017 - 11:10Atualizado em 04/10/2017 - 11:13

“A La Moda tem um viés um pouco diferente. São 31 anos, fundada pelos meus pais e sempre acreditamos que a melhor solução é aquilo que é o melhor para a empresa. E o melhor pra empresa nem sempre é a família ficar como aquela mãe gorda e protetora, fazendo o que a empresa quer e não o que ela precisa. Profissionalizar a gestão, não significa vender a gestão. E o que existe é a profissionalização da empresa. A La Moda sempre foi da Família Olivo e será por muito tempo”, afirmou o empresário Hugo Olivo, um dos responsáveis pela La Moda, sobre boatos que circularam durante a tarde de ontem de que a Família Olivo teria vendido 51% das ações da empresa.

Hugo aproveitou e desmentiu os boatos de que a empresa teria passado, em 2016, por uma recuperação judicial. “É engraçado porque os factoides crescem muito, as vezes mais que os fatos. O fato é que, eu como contador, não sei como é possível que uma empresa sem dívidas e sem protestos vai pedir recuperação judicial? Desconheço, nunca existiu e espero nunca ver isso pela frente”, afirmou.

De acordo com Olivo, a La Moda teve um crescimento de 15% em sua operação em 2017. “A La Moda tem uma história muito forte de crescimento com a Lança Perfume. 2016 foi um ano de estagnação. Todo mundo soube que todas as empresas precisaram trabalhar em torno da eficiência e conosco não foi diferente. Mas 2017 aprendendo a trabalhar nessa circunstância a empresa aponta para um crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado”, explicou.

Já para a Cervejaria Santa Catarina, também de responsabilidade de Hugo, há uma expectativa de crescimento de 30%, segundo Olivo. “Para a maior microcervejaria do Brasil como é a cervejaria Santa Catarina, da qual fazem parte as cervejarias Saint Bier, Coruja e Barco, também tem indicadores bastante interessantes para esse ano”, disse.

Hugo acredita que seu dever na cervejaria é replicar a metodologia de gestão da La Moda. Disse também que acredita que profissionalizar a cervejaria é o caminho. “Nosso crescimento desse ano se deve ao fato de estarmos presentes em todas as principais redes de supermercado do Brasil, em 20 estados, mais de 50 distribuidores, mas é muita eficiência local. E a gente sabe que somos muito fortes aqui, mas devo citar a Coruja como uma marca fortíssima em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre e isso é muita coisa”, revelou.

Hugo disse que o planejamento estratégico da Cervejaria Santa Catarina para 2022 prevê um crescimento dez vezes maior que em 2017.

“A característica do grupo é justamente somar um portfólio para que a gente consiga aproveitar a força de cada marca em uma região e colocar de carona as demais marcas. A estratégia é que o portfólio se carregue de forma conjunta. Outras marcas podem surgir ao longo do percurso. Nesta área ou tu é muito pequeno ou tu é muito grande. Nós escolhemos ser grandes”, declarou.