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15 dias sem água: Carmel tenta acordo com a Casan e individualização de faturas

Administração do condomínio procurou a Defensoria Pública e encaminhou proposta à Casan na semana passada
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 06/12/2019 - 09:01Atualizado em 06/12/2019 - 09:01
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A situação segue delicada no condomínio Carmel. Com uma dívida de R$ 2,4 milhões com a Casan, os moradores já estão há 15 dias sem o abastecimento de água. Como solução paliativa, sete caminhões pipa foram contratados, mas insuficientes para suprir a demanda. Sem encaminhamentos definitivos, a administração do condomínio tenta um acordo com a Casan, enquanto inicia um processo de auxílio na Defensoria Pública Estadua0 para individualizar as faturas.

De acordo com Mateus Silva, síndico profissional que administra o prédio desde março, desde a semana passada o condomínio encaminhou uma proposta à Casan, mas ainda não fecharam o acordo. "Tentamos todos os meios legais e não tivemos sucesso. Nossa última alternativa é com a Defensoria Pública do Estado, estamos iniciando um processo para ter auxílio na religação da água. Às 15h temos reunião com a Casan para tentar um acordo de possíveis pagamentos, já fizemos uma proposta na semana passada. Nossa intenção é tentar a individualização do condomínio, porque ele não tem condições de manter fatura mensal".

O principal problema do condomínio é a alta inadimplência. Muitos moradores estão de forma irregular, enquanto outros não têm condições de arcar com os gastos. "No início do ano passado teve o processo (para retirar os inadimplente), tivemos reunião com promotor, diretor da Caixa e secretário de Assistência Social. Retirar os inadimplentes é um processo demorado, são 30 famílias esperando para entrar, mas tem o procedimento para a saída que tem um trâmite legal com a Caixa. Depende de várias liminares e questões judiciais", justifica Mateus.

No condomínio, são 272 apartamentos. Segundo o síndico, apenas 30% pagam as mensalidades. A solução procurada pela administração é individualizar o abastecimento de água: quem paga, recebe, quem não paga, tem a água cortada. A fatura de água é de R$ 12 mil mensais, enquanto a arrecadação, com o índice altíssimo de inadimplência, é de R$ 7 mil.

Mateus ainda não sabe quando a água retornará ao Carmel. Moradores adimplentes recusaram-se a arcar novamente com a contratação de caminhões pipas. "Ainda não tivemos uma posição concreta da Casan. Não posso dizer se nessa semana vamos ligar ou não a água. Depende deles aceitarem a nossa proposta dentro da realidade de caixa. Temos apenas 30% de apartamentos adimplentes. É uma receita muito baixa dentro daquilo que precisamos para manter. Colocamos sete caminhões pipa, não conseguimos mais. Os moradores que pagam em dia não querem mais colocar e arcar caminhões àqueles que não pagam", concluiu o síndico.