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As regras do trânsito, o martelo e o coronavírus

Por Renato Matos 01/03/2021 - 07:36Atualizado em 01/03/2021 - 07:36

No Brasil, morrem em média 30.000 pessoas ao ano por acidentes de trânsito. Milhares permanecem com disfunções graves.

Medidas preventivas podem reduzir em muito esses números. Entre as mais importantes: evitar que motoristas dirijam embriagados.

Isso não é nenhuma novidade, mas, até 2008, os governantes apostavam e contavam com a prudência e o discernimento das pessoas.

Naquele ano foi promulgada a lei seca, que passou a penalizar com rigor quem dirige sob efeito do álcool.

Essas regras foram endurecidas ainda mais em 2018, com tolerância zero ao álcool.
Aos infratores, multas que alcançam 3 mil reais (dobradas em caso de reincidência) e possibilidade de prisão até 8 anos para quem causar morte no trânsito sob efeito de substâncias psicoativas.

Segundo projeções do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, órgão da Escola Nacional de Seguros, nos primeiros 10 anos, a nova legislação evitou a morte de 40.700 pessoas e a invalidez permanente de outras 235.000.

Estivessem as autoridades de trânsito insistindo apenas na necessidade de conscientizar a população, sem as duras penalidades associadas, teríamos alguma chance de reduzir esses índices vergonhosos?

A estratégia do martelo e da dança no controle da Covid-19

O termo, não a estratégia, foi criado por Tomas Pueyo, engenheiro do Vale do Silício, num artigo que viralizou pelo mundo.

É o plano adotado pela maior parte dos países que vêm conseguindo sucesso na luta contra o SARS-CoV-2.

O martelo representa um período relativamente curto (semanas), em que medidas muito rigorosas são tomadas para colocar o vírus sob controle o mais rapidamente possível.

A segunda fase, a da dança, retrata a época de estabilidade, quando os números passam a cair. Nesta, as restrições são gradualmente relaxadas.

Agora, sem dúvidas, estamos na hora do martelo, de medidas impopulares.

Não conseguiremos implementá-las apenas com apelos ao bom senso e conscientização das pessoas.

Para lembrar: enquanto acidentes de trânsito matam no Brasil em torno de 80 pessoas por dia, há semanas o coronavírus vem matando mais de 1000.

Com projeções de piora.

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