O técnico do Criciúma, Eduardo Baptista, explicou a logística adotada pelo clube para a viagem até Ponta Grossa/PR. Chamou a atenção que a delegação deixou Criciúma rumo a Porto Alegre na sexta-feira, e só no dia seguinte partiu para Curitiba, e depois, completar o trajeto de ônibus até o local do jogo.
Segundo o treinador, a escolha foi estratégica e pensada principalmente na recuperação física dos atletas, especialmente os jogadores mais altos e de maior porte físico.
“O César, o Rodrigo, os caras têm quase dois metros de altura. Colocar esses caras dentro de um ônibus por 10 horas, 48 horas antes do jogo, eles só iam recuperar na segunda-feira”, afirmou.
Eduardo detalhou que a comissão encontrou uma alternativa para reduzir o desgaste total da viagem e aumentar o tempo de descanso dos atletas.
“Quando a gente viu a possibilidade de viajar três horas para Porto Alegre, dormir, treinar no Internacional e depois pegar um voo de 40 minutos até Curitiba, mais uma hora e meia de ônibus, nós estamos falando em quase sete horas a menos”, explicou.
O treinador acredita que a logística teve impacto direto no desempenho físico da equipe dentro de campo.
“São sete horas que esses caras estariam descansando. E eu não tenho dúvida nenhuma, se a gente viesse de ônibus pra cá, a gente não ia conseguir chegar até o final. Não iria encarar”, disse.
Apesar de raramente abordar o tema em entrevistas coletivas, Eduardo Baptista reconheceu que o desgaste das viagens vem sendo um fator importante na rotina do Criciúma nesta Série B.
“É a primeira coletiva que eu falo de logística, mas é assunto. A gente prioriza o conforto deles. Qualquer viagem nossa está dando 14, 15 horas”, comentou.
O técnico ainda revelou que a decisão foi debatida internamente com lideranças do elenco antes da definição final.
“Quando a gente monta essas logísticas, a gente conversa com algumas lideranças. Acho que eles gostaram, aprovaram. E o resultado foi no campo: um time mais inteiro, mais sadio”, completou.
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